Conjuntura Poder de compra dos portugueses estava 29% abaixo da média da OCDE em 2011

Poder de compra dos portugueses estava 29% abaixo da média da OCDE em 2011

Entre 2008 e 2011 os portugueses ficaram mais pobres quando comparado o poder de compra com a média dos países da OCDE.
Poder de compra dos portugueses estava 29% abaixo da média da OCDE em 2011
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro 18 de dezembro de 2013 às 13:11

O Produto Interno Bruto per capita de Portugal, expresso em Paridades de Poder de Compra (PIBpc), situou-se em 2011 em 71% da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

 

O que indica que nesse ano, o poder de compra dos portugueses era 29% inferior à média dos 47 países abrangidos neste indicador divulgado esta quarta-feira pela OCDE, que utiliza uma nova metodologia para o calcular.

 

A nova metodologia para este indicador, que é divulgado de três em três anos, incorpora novas ponderações para os três mil bens e serviços que compõem o cabaz de preços que é integrado no PIB.

 

Em 2008, este mesmo indicador colocava Portugal com um PIB per capita de 73%, o que significa que os portugueses viram, neste lapso de três anos, o seu poder de compra recuar face à média da OCDE.

 

Ainda assim, os portugueses sofreram uma queda menos acentuada do que a registada noutros países periféricos do euro. O poder de compra dos gregos, que era 14% menor do que a média em 2008, passou a ser 26% inferior em 2011. Em Espanha a redução foi também acentuada, passando de 4% para 11% abaixo da média.

 

O Luxemburgo, em parte por ser um centro financeiro e território onde trabalham muitos estrangeiros que residem nos países vizinhos, apresenta, de longe, o PIB per capita mais elevado, 146% acima da média da OCDE. Segue-se a Noruega (72%) e Suíça (43%). México e Turquia são os dois países com mais baixo nível de vida da OCDE, com um poder de compra inferior a metade da média.

 

Quanto aos países que mais melhoraram a sua posição relativa entre 2008 e 2011 destacam-se Israel (de 26% para 16% abaixo da média), México (de 56% para 52% abaixo da média) e Polónia (de 48% para 40% abaixo da média).

 

Entre os maiores países destaca-se a variação no Reino Unido, que em 2008 tinha um poder de compra 7% acima da média e em 2011 está 3% abaixo da média. Alemanha (de 14% para 8% acima da média) e França (de 1% acima para 1% abaixo da média) também pioraram.

 

 
 
Paridades de Poder de Compra ou “PPC” são deflacionadores espaciais e conversores monetários que eliminando os efeitos das diferenças nos níveis dos preços entre países, permitem comparações em volume das componentes do PIB bem como dos níveis dos preços.

 




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