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Portugal reforça saldo externo positivo

Apenas pela segunda vez desde 1999, Portugal registou um saldo externo positivo no primeiro trimestre de 2013. Segundo o INE, a diferença entre as saídas e as entradas de bens e serviços foi o principal responsável por esta evolução.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 28 de Junho de 2013 às 13:16
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Segundo os dados publicados sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento positiva de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), "acentuando a evolução positiva iniciada no trimestre anterior, em que a economia portuguesa registou pela primeira vez um saldo positivo (0,3% em 2012)".

 

O INE explica que esta evolução se deveu "em larga medida, à melhoria do Saldo Externo de Bens e Serviços e do Saldo dos Rendimentos Primários. "O saldo positivo da conta externa de bens e serviços foi sobretudo determinado pela diminuição de 1,7% das importações no ano acabado no 1º trimestre de 2013."

 

Este excedente externo é alcançado apesar de o défice da Administração Pública ter aumentado de 6,4% em 2012 para 7,1% no primeiro trimestre de 2013. Os restantes sectores - famílias, empresas e bancos - registaram uma capacidade de financiamento conjunta de 8,3%, o que resulta num saldo positivo de 1,2% para a totalidade da economia portuguesa.

 

A diminuição da necessidade de financiamento da economia tem sido apontada como uma consequência positiva do programa de ajustamento, embora alguns economistas duvidem da sua sustentabilidade, por ser demasiado dependente da queda das importações.

 

A capacidade ou necessidade de financiamento da economia representa o montante líquido que esta coloca à disposição (se for positivo) ou recebe (se for negativo) do resto do mundo.

 

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