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Portugal entre os países com maior queda das exportações para fora da UE

Os problemas em mercados como Angola ou Brasil estão a prejudicar as exportações portuguesas. Nos primeiros seis meses do ano, as vendas portuguesas para fora da UE caíram 16% em comparação com o ano passado. É o segundo pior desempenho entre os 28.

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Miguel Baltazar
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 16 de Agosto de 2016 às 10:48
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Portugal foi o segundo país com a maior queda nas exportações para mercados fora da União Europeia (UE), de acordo com dados do Eurostat divulgados esta terça-feira, 16 de Agosto. Nos primeiros seis meses do ano, as exportações para fora da UE caíram 16% em comparação com o mesmo período de 2015, para um total de 5,7 mil milhões de euros. Apesar disso, o défice comercial mantém-se em cinco mil milhões de euros, porque as exportações para dentro da União sobem 3% para 19,1 mil milhões de euros.

 

O défice comercial português dentro da União Europeia caiu para 4,2 mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano (era de 4,7 mil milhões no mesmo período de 2015). Já o défice para fora da UE cifrou-se em 800 milhões de euros de Janeiro a Junho (era de 300 milhões em igual período do ano passado). O que significa que as vendas nacionais aos parceiros europeus compensaram a queda registada nos mercados extra-comunitários.

 

A Grécia foi o país que mais sentiu o arrefecimento dos mercados extra-UE, tendo registado uma queda de 18% nas suas exportações para esses países. O Reino Unido enfrentou uma queda similar à portuguesa, de 16%, e é, ex-aequo com Portugal, o segundo país com um maior abrandamento nas exportações para fora da União. A Bulgária fecha o pódio, com uma descida de 15% das vendas.

 

No total, Portugal exportou bens e serviços no valor de 24,8 mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que representa uma quebra de 2% face ao mesmo período do ano passado. As importações também caíram 1%, cifrando-se em 29,8 mil milhões de euros.

 

Zona Euro abranda menos do que a União Europeia

 

A União Europeia também sentiu este abrandamento e, nos primeiros seis meses do ano, as exportações para fora do espaço único caíam 5% face ao mesmo período do ano passado, para 850,4 mil milhões de euros. As importações do resto do mundo também caíam 4%. O excedente externo da EU recuou assim para 16,9 mil milhões de euros na primeira metade deste ano – era de 19,8 mil milhões em igual período do ano passado.

 

Na Zona Euro, e também considerando os primeiros seis meses do ano, o abrandamento das exportações para o resto do mundo foi mais ligeiro, caindo apenas 1% face ao mesmo período de 2015. Olhando às importações, estas também recuaram, no mesmo período, 3%. Considerando apenas o mês de Junho, a queda foi de 2% nas exportações e de 5% nas importações.

 

Em consequência da maior travagem das importações, o excedente externo da Zona Euro aumentou para 134 mil milhões de euros (era de 111 mil milhões nos primeiros seis meses de 2015).

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