Conjuntura Portugal tem a terceira maior taxa de inflação da Zona Euro

Portugal tem a terceira maior taxa de inflação da Zona Euro

O Eurostat confirmou esta sexta-feira, 15 de Julho, que a taxa de inflação na Zona Euro voltou em Junho a terreno positivo. Portugal tem a terceira maior taxa do grupo.
Portugal tem a terceira maior taxa de inflação da Zona Euro
Reuters
Alexandra Machado 15 de julho de 2016 às 10:27
Os preços na Zona Euro cresceram em Junho. O Eurostat confirmou esta sexta-feira, 15 de Julho, o valor que já tinha projectado para a inflação do sexto mês do ano

A taxa de inflação na Zona Euro fixou-se, em Junho, nos 0,1%, voltando a terreno positivo, depois de dois meses em queda. 

No grupo dos 19 países que partilham a mesma moeda, Portugal tem a terceira taxa de inflação mais elevada, nos 0,7%, só superada pela Bélgica que contabilizou, em Junho, uma taxa de inflação de 1,8%, e por Malta que registou uma taxa de 1%.

A Áustria registou uma subida dos preços de 0,6%.

No conjunto dos 28 países da União Europeia, os preços mantiveram-se estáveis, sem oscilações. Em 17 os preços subiram, em oito mantiveram-se inalterados e em dois caíram. As taxas de inflação mais negativas registaram-se em Chipre (-2%), Bulgária (-1,9%) e Croácia (-1,2%). Além de Bélgica e Malta que não só registaram as taxas mais elevadas na Zona Euro como foram as mais altas na União, também a Suécia registou um aumento de preços de 1,2%. 

Na Zona Euro, os maiores contributos para que a taxa voltasse a valores positivos foram nos restaurantes e cafés, cujo impacto foi de 0,11 pontos percentuais. Mas também das rendas e tabaco. A energia continua a ser o contrapeso que tem puxado a inflação para baixo. Ainda assim, os preços têm vindo a recuperar. Na energia passaram de -8,1%, em Maio para -6,4% em Junho.

Excluindo a energia, a inflação ficou nos 0,9%.

A inflação no sector dos serviços atingiu os 1,1%, o que compara com os 1% de Maio.

Mesmo tendo voltado a terreno positivo, a taxa de inflação na Zona Euro continua bem abaixo dos cerca de 2% que o BCE ambiciona, e para o qual tem desenvolvido um programa de estímulos, que inclui a compra de activos. 




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