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Portugueses recuperam alguma confiança mas continuam pessimistas face ao futuro

Em Janeiro, a clara maioria dos portugueses considera que Portugal está a caminhar na direcção errada, segundo uma sondagem da Aximage para o Correio da Manhã. Mas são menos do que no mês anterior. Já os portugueses que acreditam que se está a ir numa boa direcção aumentaram.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 20:04
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Os portugueses recuperaram alguma confiança no futuro do país, mas continuam ainda pessimistas.

A sondagem da Aximage para o Correio da Manhã de Janeiro indica que 51,9% dos portugueses acreditam que o país está a caminhar na direcção errada, um número inferior aos 54,4% que tinham a mesma opinião há um mês.

Pelo contrário, o número de entrevistados com a opinião oposta, isto é, que o percurso a percorrer por Portugal é positivo, subiu entre Dezembro e Janeiro. A percentagem passou de 35,7% para 39,4% nestes meses. O valor da "boa direcção" de Portugal em Janeiro, depois da entrada em vigor de um Orçamento do Estado que aumentou novamente os impostos em Portugal, é o mais elevado desde Outubro.

Já a percentagem de pessoas que considera que a direcção da economia portuguesa nem é boa nem é má situou-se nos 8,8%, abaixo dos 9,9% de Dezembro, indica o mesmo barómetro.

O índice que quantifica a opinião sobre a direcção de Portugal fixou-se, em Janeiro, em -13, aliviando em relação aos -19 registados no mês anterior. É o segundo valor mais baixo desde Abril, mês em que Portugal pediu ajuda financeira internacional e depois de José Sócrates se ter demitido do cargo de primeiro-ministro. Nessa altura, o índice estava em -50.

Na sondagem, 71,8% dos entrevistados indicaram ainda que o nível de vida da geração dos seus pais foi melhor do que o dos actuais jovens (73,9% em Dezembro). 9,9% dos portugueses tem a opinião inversa (13,5% em Dezembro).


FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 271 a homens e 329 a mulheres; 153 no interior, 237 no litoral norte e 210 no litoral centro sul; 159 em aldeias, 212 em vilas e 229 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 3 a 6 de Janeiro de 2012, com uma taxa de resposta de 77,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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