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Portugueses são os mais pessimistas da União Europeia (act.)

"Europeus retomam confiança na economia", indica o Eurobarómetro da Primavera. Mas 80% dos portugueses acredita que "o pior está por vir", mais pessimistas que os gregos.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 12:01
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Portugal é o país mais pessimista da União Europeia no que diz respeito à crise. Oito em cada dez portugueses pensam que ainda se avizinham tempos mais difíceis no mercado laboral do que os vividos até aqui.

Os habitantes nacionais acreditam menos no futuro da economia do que os próprios gregos, o país mais afectado pela crise da dívida na Europa.

Portugal contraria a tendência comunitária: os europeus confiam que o pico da crise já foi alcançado, revela o Eurobarómetro Standard da Primavera de 2011, divulgado pela Comissão Europeia.

O pessimismo tem vindo a decair na Europa, e aqueles que acreditam que “o pior está para vir” são cada vez menos. Na Primeira de 2009, eram cerca de 61% dos habitantes consultados aqueles que assim pensavam. Na Primeira de 2011, a proporção desceu para 47%.

Ao mesmo tempo, deu-se o comportamento inverso nos que confiam que o impacto da crise no mercado laboral já alcançou o seu pico. Subiram de 28%, nos primeiros meses de 2009, para 43%, nos primeiros meses do presente ano. Ainda assim, há mais pessimistas que optimistas no Velho Continente.


Confiança melhora nos países optimistas, piora nas nações pessimistas

Contudo, as percentagens relativas aos portugueses são bastantes distintas. 80% dos portugueses acredita que o pico da crise ainda não foi superado, mesmo depois de o país ter recebido um resgate financeiro internacional.

Os que se aproximam mais deste valor são os gregos, com 78%, e os cipriotas, com 63%. Dois países que têm sofrido, igualmente, com incertezas financeiras. A contrariar estão os habitantes da Bulgária e da Dinamarca, onde os valores se fixaram em 28% e 29%, respectivamente.

Pelo contrário, apenas 15% dos portugueses pensa que a situação económica já se está a recompor, contra 19% dos gregos e 68% dos dinamarqueses.

O Eurobarómetro indica que a distância entre as respostas optimistas das várias nações se alargou – vai dos 15% aos 68%. Antes, a diferença fixava-se entre os 20% e os 58%.

“Isto significa que a situação continuou a melhorar nos ‘países optimistas’ e a piorar nos ‘países pessimistas’”, revela o documento.

“O último inquérito Eurobarómetro confirma que a União Europeia está gradualmente a sair da crise. As pessoas acreditam com efeito que a UE adoptará medidas eficazes contra a crise e que a nossa economia se encontra em vias de recuperação”, considera a Vice-Presidente da Comissão Europeia Viviane Reding (na foto), citada no comunicado de imprensa.

A sondagem foi realizada no início do mês de Maio. Ainda antes de terem sido anunciadas as últimas medidas de austeridade em Portugal, em que se inclui a sobretaxa no subsídio de Natal dos portugueses. E antes da última cimeira europeia ou da intensificação da possibilidade de contágio da crise a países como a Espanha e a Itália.


Educação é medida para melhorar economia europeia, não a redução do défice

Para combater a crise, mais de sete em cada dez habitantes da Europa pensa que é preciso implementar uma maior coordenação da política económica e financeira entre todos os estados-membros.

Além disso, os europeus apontam também para a necessidade de uma maior supervisão na utilização de dinheiros públicos no resgate a entidades bancárias. Ambas as medidas têm mais apoiantes agora do que no barómetro de Outono do ano passado.

E que medidas implementar para melhorar o desempenho da economia comunitária? Melhorar a edução e a preparação profissional é a resposta mencionada por quase 50% dos habitantes comunitários. Mais referida que as reduções da dívida pública e do défice orçamental ou que a facilidade de abertura de novos negócios.


(notícia actualizada: primeira actualização às 12h30; segunda actualização às 13h00)
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