Conjuntura Poupança das famílias recupera de mínimos

Poupança das famílias recupera de mínimos

A taxa de poupança das famílias tinha atingido um mínimo histórico de 4,4%. Mas no conjunto de 2017 acabou por recuperar ligeiramente para 5,4%.
Poupança das famílias recupera de mínimos
Bruno Simão
Margarida Peixoto 26 de março de 2018 às 11:24
A taxa de poupança das famílias recuperou ligeiramente no final de 2017, mas continua em níveis historicamente baixos. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em cada 10 euros, as famílias em Portugal poupam apenas 54 cêntimos. Os dados foram publicados esta segunda-feira.

Conforme explica o INE, a melhoria da taxa de poupança "resultou de um aumento do rendimento disponível superior ao da despesa de consumo final". Enquanto os gastos das famílias subiram 0,8%, os rendimentos aumentaram 1,7%.

O INE adianta ainda que o rendimento disponível das famílias subiu sobretudo à boleia do aumento das remunerações e prestações sociais recebidas, "o que em parte reflecte a conclusão do processo de reversão das reduções remuneratórias sobre os salários pagos pelas Administrações Públicas e sobre as pensões". Este movimento mais do que compensou os acréscimos que se verificaram tanto nas contribuições sociais (1,7%), empurradas pelo aumento do emprego, como nos impostos sobre o rendimento (0,5%).

Necessidades de financiamento das empresas caíram

Do lado das empresas, o movimento também foi positivo. As suas necessidades de financiamento baixaram para 1,2% do PIB no ano completo de 2017, com as poupanças do sector a subirem 2,8%. Contudo, "a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) diminuiu 0,4% no ano acabado no trimestre, determinando uma redução da taxa de investimento", adianta o INE. Isto quer dizer que "o comportamento ascendente iniciado no 4º trimestre de 2016" foi interrompido.



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