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PS considera dados do PIB extremamente positivos" e que "diabo" só existe para a oposição

Na reacção aos números divulgados esta terça-feira pelo INE, João Galamba, porta-voz do PS, defendeu que a economia "começou a recuperar em 2016 (...) e tudo indica que atingiremos o défice mais baixo da democracia portuguesa".

Miguel Baltazar
Lusa 15 de Novembro de 2016 às 11:59
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O porta-voz do PS congratulou-se hoje com os "dados extremamente positivos" divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a evolução económica em Portugal, os quais "desmentem" o "diabo" só existente para a oposição PSD/CDS-PP.

"Desmentem todos aqueles que insistiam em falar de uma estratégia de falhanço do Governo e das políticas implementadas. É uma trajectória que tem de ser continuada e reforçada", disse João Galamba à Lusa, atribuindo "o diabo", invocado pelo presidente do PSD, Passos Coelho, "só mesmo à oposição, a única que fala sobre isso".

O deputado socialista salientou tratar-se de "dados extremamente positivos - o melhor trimestre dos últimos 11" e "o crescimento em cadeia mais elevado de toda a zona euro".

"Vem confirmar o que o PS tem andado a dizer, que a economia, depois de uma forte desaceleração em 2015, começou a recuperar em 2016. Há uma subida do emprego e tudo indica que atingiremos o défice mais baixo da democracia portuguesa", continuou.

João Galamba lembrou que a aposta dos socialistas sempre foi nos rendimentos, exemplificando com o aumento do imposto do selo sobre crédito ao consumo e do Imposto Sobre Veículos (ISV) para contrariar o pequeno crescimento de 2014 e 2015 assente na venda de automóveis, comparando com a actual "forte aceleração do consumo de bens não duradouros".

Segundo a estimativa rápida do organismo de estatística português, a economia cresceu 1,6% no terceiro trimestre do ano em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior, acima das previsões dos analistas.

Para o INE, "o crescimento mais intenso do PIB [Produto Interno Bruto] reflectiu principalmente o aumento do contributo da procura externa líquida, verificando-se uma aceleração mais expressiva das exportações de bens e serviços" face à das importações de bens e serviços, além do contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB no terceiro trimestre, em resultado da "aceleração do consumo privado".
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