Conjuntura PSD: Dados do INE mostram que Governo está a "conduzir a economia à estagnação"

PSD: Dados do INE mostram que Governo está a "conduzir a economia à estagnação"

A deputada Maria Luís Albuquerque referiu-se aos dados revelados pelo INE, que mostram uma revisão em alta do PIB no segundo trimestre, como a confirmação de uma "tendência negativa das variáveis mais relevantes do crescimento económico".
PSD: Dados do INE mostram que Governo está a "conduzir a economia à estagnação"
Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago 31 de agosto de 2016 às 13:28

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em alta, esta quarta-feira, 31 de Agosto, o crescimento homólogo da economia portuguesa no segundo trimestre de 0,8% para 0,9%. Não obstante, o PSD considera que os dados hoje divulgados pelo INE confirmam que o modelo de crescimento económico seguido pelo actual Governo "não está a acontecer e, com esta evolução das variáveis não vai acontecer".

 

"Estamos a falar de dados e factos e é indesmentível que este modelo está a conduzir a economia a estagnação", apontou a deputada e dirigente social-democrata Maria Luís Albuquerque, em conferência de imprensa transmitida pelas televisões. Apesar da ligeira revisão em alta feita pelo INE, o crescimento económico continua muito aquém dos 1,8% antecipados pelo Governo para o ano completo.

 

A justificar aquela interpretação, a ex-ministra das Finanças notou que os valores hoje conhecidos permitem concluir que no que diz respeito à comparação homóloga – no segundo trimestre do ano passado governava ainda o Executivo PSD-CDS – entre o segundo trimestre de 2015 e 2016, há uma "tendência negativa das variáveis mais relevantes do crescimento económico".

 

Maria Luís Albuquerque especificou as quebras homólogas verificadas na procura interna, nas exportações e importações, no consumo das famílias, no investimento ("o dado mais negativo e impressionante de todos"), isto além do "crescimento homólogo do emprego que também está em desaceleração".

 

Defendendo a urgência de "reverter esta tendência", a dirigente laranja lembrou que "a resolução dos problemas do país de forma sustentada depende da nossa capacidade de crescer e criar emprego sustentado". "O que nos preocupa mais são as consequências negativas de continuar a seguir uma estratégia que está comprovadamente errada", prosseguiu Maria Luís antes de avisar que "continuar a segui-la vai só agravar o problema" e "reflectir-se numa deterioração da qualidade de vida dos portugueses".

 

Razões suficientes para a antiga governante do Executivo liderado por Passos Coelho sugerir ser uma boa oportunidade para o ministro das Finanças, Mário Centeno, "dar alguma explicação". Mas explicação ou opinião foi o que a deputada do PSD não quis prestar acerca da nova administração da Caixa Geral de Depósitos nem da emissão de dívida hoje realizada com sucesso pelo Estado português.

 

Aos jornalistas presentes na conferência de imprensa realizada no final desta manhã, Maria Luís Albuquerque escusou-se a prestar quaisquer declarações sobre os dois assuntos alegando que hoje o objectivo do PSD passa somente "por falar sobre os dados divulgados pelo INE" sem que haja uma dispersão de atenção" por outros assuntos. Antes, também a presidente do CDS, Assunção Cristas, mostrava preocupação relativamente ao que disse ser o crescimento económico anémico da economia portuguesa.




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