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Recessão continuou a perder força em Maio

Actividade económica voltou a registar uma queda menos intensa, em resultado de reduções menos intensas do consumo privado e do investimento, acompanhadas por uma aceleração das exportações.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 17 de Julho de 2013 às 11:31
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O indicador de actividade económica relativo a Maio apresentou uma queda menos expressiva do que no mês anterior, ao registar uma variação de -1,5%, que compara com -1,9% e -2,7% nos dois meses precedentes e com quedas superiores a 3% ao longo do último ano.

 

Os novos dados, divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no âmbito da Síntese Económica de Conjuntura, indicam que a recessão continuou a perder força em Maio, fruto de um reduções menos intensas do consumo privado (em particular do consumo corrente) e do investimento, que foram acompanhadas por uma aceleração das exportações.

 

Os dados qualitativos (confianças) referentes a Junho sustentam um perfil recessivo progressivamente menos cavado. O indicador de clima económico relativo a Junho continuou em queda, ao registar uma variação de -2,9%, sendo esta a menos negativa dos últimos (pelo menos) doze meses.

 

Nos cálculos do Núcleo de Estudos de Conjuntura sobre a Economia Portuguesa (NECEP), da Universidade Católica, a economia portuguesa poderá, neste segundo trimestre, ter interrompido uma período de dez trimestres consecutivos de queda em cadeia, ao registar um crescimento de 0,6% face aos três primeiros meses do ano, mas ainda uma contracção homóloga de 2,5% (em comparação com o mesmo trimestre de 2012). São números que comparam favoravelmente com os dados do primeiro trimestre deste ano, em que o PIB caiu 0,4% em cadeia e 4% em termos homólogos.

 

Para o conjunto do ano de 2013 – e pela primeira vez em longos meses, senão anos – as novas previsões do Banco de Portugal, ontem actualizadas, são menos negativas do que as anteriores e até menos sombrias do que as da troika e da OCDE. A instituição presidida por Carlos Costa antecipa agora que o PIB recue 2%, menos do que os -2,3% que eram previstos no Boletim de Primavera e pela troika, e menos do que a queda de 2,7% que a OCDE calculava ainda em Maio.

 

Por detrás deste novo número está uma evolução mais favorável das exportações, que deverão crescer 4,7% (mais do dobro do até agora esperado), o que compensa a ligeira revisão em baixa da procura interna, explicada por uma evolução mais negativa do investimento, que deverá cair 8,9%, em vez dos -7,1% inscritos no Boletim de Primavera.

 

Em contrapartida, a projecção para 2014 foi revista em baixa em 0,8 pontos percentuais, com o Banco de Portugal a esperar que, após três anos de recessão, se siga uma quase estagnação da economia portuguesa.

 

A nova previsão aponta para um crescimento do PIB de 0,3%, em vez dos 1,1% que eram esperados ainda na Primavera, traduz, “no essencial, o impacto da incorporação de medidas de consolidação orçamental entretanto conhecidas com maior detalhe”, explica o BdP, referindo-se ao Orçamento de Estado rectificativo e aos compromissos que decorrem dos relatórios da 7ª avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira. “Estas medidas dão origem a uma queda muito pronunciada no volume do consumo público em 2014, uma vez que o conjunto de medidas de corte da despesa implica uma forte diminuição do número de funcionários das administrações públicas”.

 

(notícia actualizada às 12h00)

 

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