Conjuntura Recorde no turismo não chega para impedir degradação da balança comercial

Recorde no turismo não chega para impedir degradação da balança comercial

A balança de viagens e turismo disparou nos primeiros três meses do ano, mas não foi suficiente para evitar uma degradação da balança de bens e serviços face a 2015. De um excedente de quase 300 milhões de euros, Portugal passou a ter um défice superior a 100 milhões.
Recorde no turismo não chega para impedir degradação da balança comercial
Bruno Simão
Nuno Aguiar 18 de maio de 2016 às 12:30
Entre Janeiro e Março deste ano, a balança de bens e serviços registou um saldo negativo de 109 milhões de euros, o que compara com um excedente de 287 milhões em igual período de 2015, mostram os dados do Banco de Portugal, divulgados esta manhã. Por trás desta degradação está uma quebra das exportações, tanto de bens como de serviços (-1,8% nas primeiras e -0,8% nas segundas), assim como a um reforço das importações (0,6% nos bens e 2% nos serviços).

Nem todas as rubricas seguiram esta tendência. As "viagens e turismo", por exemplo, dispararam 7,3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, atingindo um excedente de 1.057 milhões de euros. Este resultado traduz exportações de 1.914 milhões (mais 6,8%) e importações de 857 milhões (6,2%). O valor das exportações é o máximo histórico para um primeiro trimestre, o que segue a mesma tendência de crescimento dos últimos anos e indicia que voltará a ser um ano de crescimento forte do sector.

No entanto, não foi suficiente para compensar a quebra de outras rubricas. No total, a balança comercial - de bens e serviços - é a principal componente da balança corrente e de capital, aquilo a que normalmente chamamos "saldo externo". Com a diferença entre aquilo que compramos e vendemos a degradar-se, isso reflecte-se num valor negativo, em comparação com o excedente observado em 2015.

"Nos três primeiros meses de 2016, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital situou-se em -26 milhões de euros, que compara com um saldo positivo de 219 milhões de euros observado no mesmo período de 2015", pode ler-se na publicação do Banco de Portugal. "Para esta evolução contribuíram todas as componentes da balança corrente e de capital, excepto a balança de rendimento primário."

(Notícia em actualização)



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