Conjuntura Recuperação do investimento puxa crescimento alemão para máximo de um ano

Recuperação do investimento puxa crescimento alemão para máximo de um ano

Instituto de estatística confirma avanço de 0,7% do PIB no segundo trimestre face aos primeiros três meses do ano.
Recuperação do investimento puxa crescimento alemão para máximo de um ano
Bloomberg
Negócios 23 de agosto de 2013 às 09:43

No segundo trimestre, a economia alemã cresceu 0,7% face aos três meses anteriores e 0,5% quando comparada com o PIB de há um ano. O desempenho da maior economia da Zona Euro, que muitos economistas acreditam que abre caminho à lenta retoma europeia antecipada pelo BCE, foi confirmado pelo instituto de estatística alemão, que avança que a procura interna e especificamente o investimento foram decisivos no dinamismo germânico.

 

Os gastos de capital aumentaram 1,9% face ao primeiro trimestre, o primeiro crescimento dos últimos três trimestres, e o consumo avançou 0,5% anunciou o instituto de estatística alemão, citado pela agência Bloomberg. O crescimento registado no segundo trimestre na Alemanha, mas também em França, tiraram a Zona Euro da sua mais longa recessão. Espera-se agora uma recuperação lenta na segunda metade do ano.

 

“Novas esperanças de crescimento para o resto da Zona Euro estão a estimular a confiança alemã, o que por sua vez poderá levar a mais crescimento na Alemanha” disse à Bloomberg Carsten Brzeski, do banco ING em Bruxelas. Brzeski desvaloriza a expectativa do banco central alemão de um abrandamento da actividade económica no terceiro trimestre: “O esperado abrandamento depois de um segundo trimestre excepcionalmente elevado, será suave”, diz à agência noticiosa.

 

Maquinaria e fábricas em alta

 

Os bons sinais que chegam da economia alemã não se esgotam no valor do crescimento, dizem também respeito à sua composição. O investimento em maquinaria e fábricas, que tende a antecipar a expansão da actividade, cresceu 0,9% no segundo trimestre, o primeiro avanço desde 2011. O consumo privado e o consumo público também deram contributos positivos crescendo, respectivamente, 0,5% e 0,6%.

 

“A procura global está a aumentar e se as economias domésticas nos países em dificuldades da Zona Euro estabilizarem mais, poderemos iniciar uma trajectória de crescimento estável”, diz à mesma agência noticiosa Alexander Kock, um economista no Unicredit em Munique, que sublinha o crescimento transversal da Alemanha: “Já estamos a ver uma recuperação das exportações alemãs, que deverá continuar nos próximo meses, e o consumo privado também não está a correr mal”.

 

Dos 0,7% de crescimento em cadeia, 0,5 pontos chegaram da procura interna, e os restantes da procura externa líquida, reflectindo aumentos nas exportações e importações de 2,2% e 2% respectivamente.

 

Estes são resultados que jogam a favor de Angela Merkel, a chanceler alemã que concorre a um terceiro mandato nas eleições legislativas de 22 de Setembro. O bom desempenho da economia traduz-se também numa taxa de desemprego de 6,8% a mais baixa de quase duas décadas.




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