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Segundo trimestre com maior criação de emprego desde 1998

Entre Abril e Junho deste ano, a economia portuguesa criou 87,7 mil empregos face aos três meses anteriores. A maior variação em cadeia desde que o INE compila dados trimestrais do emprego.

Reuters
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 05 de Agosto de 2014 às 12:16
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Segundo o Inquérito ao Emprego, publicado esta terça-feira, 5 de Agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o emprego cresceu 2% face ao primeiro trimestre deste ano. Desde 1998 – ano em que o INE começou a publicar a série trimestral do emprego – nunca se tinha observado um crescimento em cadeia tão elevado do número de pessoas com trabalho (87,7 mil).

 

Os técnicos do INE referem que esta variação ficou a dever-se essencialmente aos segmentos populacionais com mais de 25 anos, homens, com curso superior e empregados nos serviços.

 

Sendo o segundo trimestre, este período pode já ser influenciado pela criação sazonal de emprego, comum nessa altura do ano. Aliás, desde 1998, os quatro trimestres com maiores aumentos trimestrais da população empregada foram os segundos trimestres de cada ano.

 
Mais 90 mil empregos
Na comparação homóloga, segundo trimestre de 2014 trouxe mais 90 mil empregos, a sétima variação mais alta de sempre, apenas superada por trimestres registados em 2000 e 2001.

Ainda assim, este supera todos eles. O segundo maior foi o período entre Abril e Junho de 2013, com mais 70 mil portugueses empregados.

 

Mesmo que se olhe para a variação homóloga, as notícias são boas. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o segundo trimestre de 2014 trouxe mais 90 mil empregos, a sétima variação mais alta de sempre, apenas superada por trimestres registados em 2000 e 2001.

 

No entanto, importa referir que os números do emprego são ainda historicamente baixos, só agora superando os 4,5 milhões de pessoas com trabalho. Recorde-se que no início de 2010 havia mais de cinco milhões de pessoas empregadas em Portugal.

 

No mesmo Inquérito ao Emprego, o INE revelou uma nova quebra da taxa de desemprego, agora para os 13,9%. O que representa uma descida de 2,5 pontos face ao trimestre homólogo e 1,2 pontos face aos três meses anteriores.

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