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Sentimento económico português em máximos de 2008

O indicador de confiança na economia, medido pela Comissão Europeia, atingiu, em Março, o valor mais elevado desde 2008.

Paulo Duarte/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 28 de Março de 2014 às 10:39
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O indicador de confiança e de sentimento económico português atingiu os 100,4 pontos, em Março, superando os 100 pontos pela primeira vez desde Junho de 2008, realça a Comissão Europeia num comunicado emitido esta sexta-feira, 28 de Março.

 

Este indicador agrega vários índices, tendo para esta melhoria contribuído os sectores de serviços, indústria e retalho. Já os consumidores e o sector da construção verificaram uma deterioração.

 

Assim, o indicador para a indústria verificou uma melhoria de -8,3 pontos, em Fevereiro, para -6,1 pontos, numa altura em que as expectativas de produção melhoraram e em que o indicador relativo às encomendas também melhorou. A tendência de produção observada nos últimos meses observou igualmente melhorias e as encomendas recebidas para exportação também aumentaram. A contribuir para a melhoria do indicador relativo à indústria esteve também as perspectivas de emprego.

 

No sector dos serviços a melhoria foi de -6,9 pontos para -3,1 pontos, com a componente relativa à situação do negócios nos últimos meses a melhorar, a procura a crescer e as perspectivas de aumento da procura a aumentarem. Contudo, as previsões de emprego para os próximos três meses deterioraram-se.

 

E no retalho o indicador está positivo há dois meses (3,9 pontos, em Março), com os empresários deste sector a dizerem que a situação actual está positiva, ainda que as expectativas tenham diminuído.

 

Já o indicador de confiança dos consumidores verificou uma descida de -29,5 pontos para -31,3 pontos, segundo a mesma fonte. A justificar esta queda está a expectativa de deterioração da situação financeira das famílias nos próximos 12 meses, ainda que os consumidores antevejam uma melhoria da situação económica quando comparado com os inquéritos dos últimos meses. As famílias prevêem que a sua capacidade de poupança se deteriore, ao mesmo tempo que estão receosas em relação ao mercado de trabalho. Em Fevereiro tinha-se verificado uma melhoria significativa em relação às expectativas de emprego, mas em Março voltou a degradar-se.

 

No sector da construção o indicador recuou de -45,1 pontos para -46,8 pontos, num período em que as encomendas diminuíram e em que a actividade caiu.

 

(Notícia actualizada às 10h59 com mais informação)

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