Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Só em dois países da União Europeia nascem menos crianças do que em Portugal

Portugal foi o país em que taxa de natalidade caiu mais desde 2000. No seu todo, a população europeia aumentou em 1,4 milhões de habitantes entre 2009 e 2010 mas 60% desse valor deve-se à imigração.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Julho de 2010 às 12:03
  • Assine já 1€/1 mês
  • 5
  • ...
Em 2000, ainda nasciam mais crianças em Portugal do que as pessoas que morriam. Nove anos mais tarde, a realidade alterou-se e são mais aqueles que morrem do que os que nascem.

E, apesar de existirem países onde a diferença entre quem morre e quem nasce é maior, a verdade é que Portugal é o país em que houve uma variação mais negativa da taxa crescimento natural entre 2000 e 2009, segundo dados da Eurostat divulgados hoje.

Em Portugal, este indicador situava-se, no início da década, nos 1,4‰ (1,4 por cada mil habitantes) e encontrava-se no ano passado nos -0,5‰, o que representa uma diferença de 1,9 pontos. Nenhum outro país regista uma diferença negativa tão grande, embora Malta, Alemanha e Letónia também tenham uma diferença significativa.

Por outro lado, a Alemanha e a Áustria são os únicos países da União Europeia em que nascem menos crianças por cada mil habitantes do que Portugal. Por cada mil pessoas a viver em Portugal, nascem 9,4 crianças, enquanto na Alemanha esse valor de referência se fica pelas 7,9 e na Áustria pelas 9,1.

O relatório da empresa de estatísticas oficial da União Europeia mostra que, apesar da taxa de crescimento natural negativa, o número de habitantes em Portugal aumentou. Essa evolução aconteceu graças ao saldo migratório, tendo em conta que o país tem uma taxa de 1,4‰, o que significa que o país recebe mais imigrantes do que o que gere emigrantes. Em 2009, Portugal tinha 10,627 milhões de habitantes, um número que aumentou para 10,638 milhões em 2010.

No entanto, é de salientar que, em 2000, Portugal recebia muitos mais imigrantes por cada mil habitantes, visto essa taxa se situar, na altura, nos 4,6‰. O facto de o crescimento natural ser compensado pelo saldo migratório não é uma realidade exclusivamente portuguesa.

A população dos 27 países da União Europeia aumentou entre 1 de Janeiro de 2009 e 1 de Janeiro de 2010 em 1,4 milhões de habitantes, passando de 499,695 milhões para 501,062 milhões de habitantes.

Verifica-se, assim, uma taxa anual de 2,7‰, embora 1,7‰ se deva ao saldo migratório e apenas 1‰ ao crescimento natural. Sendo verdade é que a população portuguesa aumentou, isso não aconteceu por toda a União Europeia.

A taxa de crescimento efectivo portuguesa está nos 1‰, sendo a 18ª mais baixa, mas mesmo assim, não se encontra nos oito países em que a população diminuiu, um grupo liderado pela Lituânia, pela Letónia e pela Bulgária com -6,2‰, -5,7‰ e -2,5‰, respectivamente.

Os países com os valores mais altos deste indicador são o Luxemburgo, com 17,2‰, a Suécia, com 9,1‰, e Eslovénia, que conta com 7,2‰.
Ver comentários
Outras Notícias