Conjuntura Terceiro trimestre volta a trazer um excedente externo em 2015

Terceiro trimestre volta a trazer um excedente externo em 2015

A economia portuguesa voltou a ser excedentária face ao exterior, depois de nos primeiros seis meses do ano ter sido deficitária. Agora, até ao terceiro trimestre de 2015, Portugal tem um excedente equivalente a 1,1% do PIB.
Terceiro trimestre volta a trazer um excedente externo em 2015
Pedro Elias/Negócios
Nuno Aguiar 23 de dezembro de 2015 às 13:26

Entre Janeiro e Setembro deste ano, as relações económicas e financeiras entre Portugal e os outros países do mundo resultou num excedente de 1,5 mil milhões de euros, equivalente aos já referidos 1,1% do produto interno bruto (PIB). Um valor mais baixo em cerca de 660 milhões de euros face aos 2,16 mil milhões de euros registados no mesmo período de 2014 (1,7% do PIB).

Os dados foram publicados esta quarta-feira, 23 de Dezembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). De forma a fazer uma análise menos sazonal, o INE apresenta os valores acumulados nos últimos quatro trimestres, de forma a abranger um período equivalente a um ano. Nessa perspectiva, o excedente externo nacional é um pouco maior: 1,3% do PIB.

"A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 1,3% do PIB no [ano terminado no] terceiro trimestre de 2015, idêntica à observada no trimestre anterior. A poupança corrente cresceu, tendo o rendimento disponível bruto aumentado mais que a despesa de consumo final. O crescimento do rendimento disponível bruto reflectiu sobretudo o aumento nominal do PIB", pode ler-se na nota do INE. "O saldo externo de bens e serviços aumentou para 0,6% do PIB (mais 0,2 p.p. que no trimestre anterior), tendo as exportações e as importações aumentado 0,9% e 0,3%, respectivamente."

Uma das grandes incógnitas para os próximos trimestres é saber se Portugal conseguirá manter o seu excedente externo, uma vez que a recuperação dos rendimentos e da confiança fazem aumentar o consumo (e idealmente o investimento), mas contribuem também para estimular as importações e eventualmente para desviar exportações para o consumo interno. Um efeito que pode contribuir para um regresso a défices externos.

Recorde-se que Portugal chegou a ter um défice externo próximo dos 21 mil milhões de euros em 2008 (ano terminado no terceiro trimestre), o que era equivalente a 11,7% do PIB.




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