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45% dos portugueses alteraram os hábitos de consumo durante a pandemia

Os portugueses alteraram os seus hábitos de consumo devido à covid-19. A incerteza e as compras online cresceram e vieram para ficar.

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Negócios jng@negocios.pt 04 de Novembro de 2020 às 12:03
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Os hábitos de consumo de 45% dos portugueses sofreram alterações durante a pandemia. Mais de metade dos inquiridos revela ter feito mais compras online nos últimos seis meses, sendo que 31% afirma que as novas práticas vieram para ficar.

Esta alteração de hábitos, por parte dos portugueses, teve especial enfoque nas mulheres e nos mais jovens (entre os 18 e 24 anos), de acordo com o inquérito realizado pela Ageas Portugal e a Eurogroup Consulting Portugal, com o intuito de identificar tendências emergentes no contexto da covid-19.

O estudo realça também que quanto mais elevado é o rendimento de um indivíduo, menores foram as suas alterações de consumo e que, apesar de um crescimento estimado entre 150% a 170% do comércio online, a maioria dos inquiridos continua a preferir a compra em loja. Embora se antecipe que a tendência de crescimento do e-commerce veio para ficar, 66% dos inquiridos consideram realizar compras de forma mista no futuro, alternando entre os espaços físicos e os canais digitais. Os jovens são os mais propensos a privilegiar a compra online, sendo que esta tendência diminuiu diretamente com a idade.

De modo a corresponderem às necessidades dos consumidores, as empresas adaptam-se a esta nova realidade, mais digital. "Para garantir o contacto e proximidade permanentes com os nossos clientes, as marcas do Grupo Ageas também reforçaram a diversidade de canais e serviços digitais, bem como as equipas de atendimento por telefone. E fazer um seguro pela internet é mais simples e seguro do que se pensa. Não há trânsito, nem filas de espera e, com apenas um clique, qualquer pessoa pode contratar o seguro com efeitos imediatos e ter o mesmo acompanhamento personalizado das nossas equipas, pelo que é esperado que esta tendência se mantenha e até seja reforçada", refere Pedro António, Chief Future Officer do Grupo Ageas Portugal, num comunicado da empresa.

Com o avançar da pandemia, para 38% dos portugueses os níveis de indecisão e incerteza aumentaram. "O consumidor olhou para as mudanças destes tempos de incerteza e teve que tomar uma decisão: vivê-las de forma desafiante ou achar que nada mais valeria a pena fazer. Os desafios foram grandes, mas o objetivo é que os consumidores aproveitem esta oportunidade para interiorizar estes novos comportamentos mais conscientes, ponderados e refletidos, e que passem a incluí-los no seu dia a dia. Tal como demonstram os resultados deste estudo, estamos num bom caminho: 31% dos inquiridos prevê que estas alterações de comportamento venham a tornar-se estruturais. Garantir que estas mudanças não são apenas momentâneas é uma questão de responsabilidade, que tem que ser dividida entre os decisores políticos, o mercado como um todo, as marcas e as suas ofertas, e os consumidores", referiu Rita Rodrigues, Head of Public Affairs & Media Relations da DECO Proteste, citada pela Ageas.

Os resultados apurados demonstram ainda que as categorias da Alimentação e Saúde lideram os aumentos de consumo dos portugueses, evidenciando uma maior procura dos bens essenciais e uma maior preocupação com o bem-estar pessoal. Quanto ao lazer, em Portugal privilegiam-se categorias como o Lar, Desporto e Tecnologia, ao passo que o consumo no que toca a Viagens, Roupa, Cultura e Carro decresceu. 

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