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Países confinados começam a reabrir. Veja o que se passa e siga os gráficos

A terceira vaga não chegou a toda a Europa e nos países onde chegou nem todos entraram em confinamento total. Mas entre seis países que o fizeram, três já começaram a reabrir, Alemanha, Áustria e Holanda. Outros, como o Reino Unido e a Irlanda, optaram ainda por não o fazer. Portugal faz parte deste clube e o governo prefere manter as atuais medidas por mais algum tempo. Veja o que se passa em cada um destes países.

Alemanha

Alemanha
A Alemanha começou ontem a primeira fase do alargamento das restrições ao abrir as portas de escolas em 10 regiões, e mais uma vai seguir o mesmo caminho na quarta-feira. Já a Saxónia foi mesmo a primeira a regressar às aulas presenciais ainda durante a semana passada quando, na segunda-feira, 145 mil alunos puderam regressar às salas de aula. Comércio e serviços não essenciais permanecem encerrados até 7 de março. O país está bem melhor do que Portugal: tem menos casos, menos testes positivos e menos internados nos cuidados intensivos.

Holanda

Holanda
O Governo holandês decidiu estender o confinamento severo que originou revoltas nas principais cidades por mais três semanas, até dia 23 de março. Mas o regresso às aulas é uma realidade para os alunos até ao ensino médio desde 5 de fevereiro. Desde então que o Governo tem sido pressionado para reabrir também as salas de aula aos alunos do ensino secundário, que devem retomar o ensino presencial de forma parcial. Face a Portugal, está bem acima em casos por milhão de habitantes e percentagem de testes positivos, mas muito melhor nos cuidados intensivos.

Áustria

Áustria
Apesar de ter controlado a segunda vaga da pandemia, os números na Áustria insistem em não baixar, tendo até vindo a subir ao longo da última semana. Apesar disso, o governo decretou a reabertura das lojas e serviços não essenciais e, nas escolas, os alunos são testados duas vezes por semana. O chanceler admite que a "solução mais segura seria manter o confinamento" mas que existe a "necessidade de fazer tudo para manter o desemprego o mais baixo possível". Com menos internados, a Áustria tem mais casos do que Portugal. O R(t) é superior a 1.

Irlanda

Irlanda
Depois de iniciar o confinamento severo a 26 de dezembro, a Irlanda está-se a preparar para abrir escolas e creches faseadamente durante o mês de março. No entanto, as medidas restritivas devem manter-se até ao final de abril, podendo a reabertura da restauração e cabeleireiros ser adiada para meses mais à frente, segundo o que terá dito o político irlandês Micheál Martin ao Mirror irlandês no dia 18. Face a Portugal, o país tem uma média de testes positivos inferior e um número de infetados por milhão de habitantes semelhante. Mas muito menos doentes graves.

Reino Unido

Reino Unido
À semelhança do que se passa na Alemanha, o Reino Unido deu permissão ao País de Gales e Escócia para reabrir faseadamente as escolas já esta segunda-feira para os alunos até aos sete anos. Em Inglaterra, o mesmo deve acontecer a 8 de março. Segundo Boris Johnson, e à semelhança do que se passa em Portugal, abrir as escolas é a prioridade e deverá ser o primeiro passo no regresso à normalidade. Comparativamente a Portugal, os britânicos têm uma percentagem de testes positivos muito inferior e muito menos internados graves, mas estão muito perto nos novos casos.

Portugal

Portugal
Apesar do R(t) mais baixo da Europa e um número de casos (e percentagem de testes positivos) inferior a alguns dos países que já decidiram desconfinar, Portugal ainda não está pronto para o fazer. A ministra da Saúde prefere manter o esforço realizado até agora para não desperdiçar os avanços e, para já, nem a reabertura das escolas tem data marcada. A grande preocupação do Governo é o Serviço Nacional de Saúde cuja taxa de esforço permanece muito acima do desejável, com o número de internados por milhão bem acima de todos estes países.
João Ruas Marques | Manuel Esteves mesteves@negocios.pt 23 de Fevereiro de 2021 às 10:27
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