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Acredite ou não, Europa está finalmente a ter melhor desempenho que Wall Street

As ações europeias destacam-se impulsionadas por um forte desempenho das ações cíclicas, apoiado pela aposta na recuperação económica e pelos vários planos de estímulos

Bloomberg
Bloomberg 04 de Junho de 2020 às 12:36
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Em contraste com a tendência de longo-prazo, as ações europeias estão a bater as pares norte-americanas no último ciclo de recuperação.

Impulsionadas por um forte e destacado desempenho das ações cíclicas, apoiado pela aposta na recuperação económica e depois de uma série de planos de estímulos, o índice europeu Stoxx600 já conta um rally de 12% desde meados de maio, contra os 9% do índice nortea-americano S&P500.

A diferença é ainda mais evidente quando se olha ao índice alemão DAX, que tem uma larga proporção de ações industriais e de fabricantes automóvel. O benchmark, tendo em conta o pagamento de dividendos, já disparou 19%, mais do dobro dos ganhos do par norte-americano. Outros mercados europeus também se mostraram fortes, com o francês CAC 40 a erguer-se 17% e o italiano FTSE MIB a subir 16%.

Apesar de a recuperação nas ações ter visto uma pausa em maio dadas as novidades pouco animadoras no que toca à evolução da economia e aos resultados das empresas, ao mesmo tempo que as tensões entre os Estados Unidos e a China ressurgiam, o humor tornou-se exuberante nas semanas mais recentes, à medida que os países europeus começaram a reabrir as economias. Os investidores estão também a antecipar mais medidas da parte do Banco Central Europeu.

A rotação de ativos deverá ser apoiada por subidas no PMI, taxas de juro da dívida estáveis e um dólar mais fraco, defendem os analistas do Barclays, citados pela Bloomberg. As ações do setor automóvel, segurador e do turismo, que ficaram para trás no início da recuperação do mercado europeu, já valorizaram 20% ou mais desde 14 de maio. Também a banca e a indústria mineira mostraram um desempenho acima da média.

Estes fatores impulsionaram a prestação relativa da Europa, que nos últimos quatro anos tem ficado atrás dos Estados Unidos, apesar de repetidas apostas na subida por parte dos analistas.

Apesar de tudo, as ações europeias ainda estão abaixo das norte-americanas no horizonte do ano, com uma quebra de 12% para o Stoxx600 e de apenas 3,3% para o S&P500 em 2020.  

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