Coronavírus App anti-covid: "Eu vou instalar", diz António Costa

App anti-covid: "Eu vou instalar", diz António Costa

As aplicações de telemóvel para avisar os utilizadores de que se cruzaram com alguém com covid-19 são “uma medida de saúde pública” e devem “ser usadas sem dramas”, defende o primeiro-ministro.
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Filomena Lança 29 de maio de 2020 às 19:46

"Se e quando existir [uma app anti-covid], eu descarregá-la-ei no meu telemóvel e autorizarei as notificações caso esteja infetado", afirmou o primeiro-ministro esta sexta-feira. António Costa falava durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministro na qual foram tomadas as decisões para a nova fase de desconfinamento.

 

Sem adiantar quando é que a aplicação estará disponível, Costa sublinhou que este tipo de instrumentos são "uma medida de saúde pública importante, que deverá ser usada sem dramas". E explicou que o Governo tem acompanhado a app que está a ser desenvolvida pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), e que se espera que chegue em breve ao mercado.

 

A ideia da aplicação, que também está a ser preparada por outros países europeus e que é também aconselhada pela Comissão Europeia, é que permita fazer um rastreamento através dos telemóveis e usando o Bluetooth. Os aparelhos falam entre si e sempre que estiverem a menos de dois metros uns dos outros e durante um período de pelo menos 15 minutos guardam essa informação. Entretanto, se um utilizador for ao médico e lhe for diagnosticada Covid-19, receberá um código, que introduzirá na aplicação do seu telemóvel. Começará então o rastreio. A app vai verificar que contactos aconteceram nos 14 dias anteriores – o período de incubação da doença – e enviar-lhes um aviso: atenção que esteve numa situação de risco e, por isso, deve contactar as autoridades de saúde e verificar se foi ou não infetado.

 

Costa sublinhou que deve ser "anónima e sem georreferenciação" e garantir que há um médico que comprova que a pessoa está de facto infetada antes de as notificações começarem a ser enviadas. Será esse, de resto, o que vai acontecer, segundo explicou ao Negócios, em entrevista, o coordenador do projeto do INESC TEC, Rui Oliveira.




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