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Chega contra "confusões" geradas por Marcelo e Costa e rejeita confinamento geral

O líder do Chega acusou esta sexta-feira o Presidente da República, o primeiro-ministro e o diretor nacional da PSP de terem provocado "confusão" sobre as restrições à circulação entre concelhos e recusou um novo confinamento geral.

O primeiro a avançar
Lusa 30 de Outubro de 2020 às 22:49
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André Ventura falava aos jornalistas no final de uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, em São Bento, para discutir novas medidas de combate à pandemia da covid-19 que deverão ser comunicadas neste sábado no final do Conselho de Ministros extraordinário.

"Lamentamos que se tenha verificado uma enorme confusão entre os protagonistas públicos em relação às restrições de circulação, com o Governo a dizer que se tratava de restrições, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a dizer que se tratava de recomendações, enquanto o diretor da PSP afirmava que a lei é para cumprir e que estava perante uma norma legal", declarou o presidente do Chega.

Esta confusão, de acordo com André Ventura, "é tudo aquilo que o país não precisa no combate à pandemia".

"Isto prejudica a estabilidade dos agentes económicos, das famílias e de quem quer viver minimamente normal em contexto de pandemia", sustentou.

O presidente do Chega observou que o número de contágios está a aumentar, mas criticou a possibilidade de aplicar as regras já em vigor em Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras em todo o território nacional, considerando que isso seria "uma injustiça".

Em relação à possibilidade de haver um novo confinamento geral na primeira quinzena de dezembro, no âmbito de um regresso do país ao estado de emergência, André Ventura defendeu que isso passará para a sociedade "a pior das mensagens".

"Passa a mensagem de que voltámos ao início e que está iminente encerrar tudo novamente, o que gerará uma instabilidade tremenda aos agentes económicos - e isso poderá ser fatal para Portugal. A possibilidade de haver um confinamento total no início de dezembro, na nossa perspetiva, não se justifica e pode até ser contraproducente", advertiu.

De acordo com André Ventura, "caso se feche o país na primeira quinzena de dezembro, isso pode ter consequências nefastas para Portugal".

"Na reabertura [na segunda quinzena de dezembro], umas semanas depois, o efeito pode ser ainda mais negativo, porque haverá concentração de pessoas que estiveram confinadas", acrescentou.

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