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China foi a primeira a cair e a primeira a levantar. PIB cresce acima do esperado

A China voltou ao crescimento no segundo trimestre do ano, com o PIB a subir mais do que o esperado.

Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Julho de 2020 às 09:51
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A China, como epicentro da pandemia, foi a primeira economia do mundo a sentir os efeitos da covid-19. E foi também a primeira a reerguer-se da crise, comum crescimento acima do esperado no segundo trimestre deste ano.

De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, 16 de julho, o PIB da segunda maior economia do mundo cresceu 3,2% entre abril e junho, acima das estimativas que apontavam para uma subida de apenas 2,4%.

Esta evolução acontece depois da contração de 6,8% registada nos primeiros três meses do ano, o pior desempenho da economia do país desde 1970.


No entanto, o crescimento alcançado entre abril e junho foi, ainda assim, o mais lento desde que a China começou a divulgar dados trimestralmente, no início dos anos 1990.


"Esperamos ver uma melhoria contínua nos próximos trimestres ", apontou Marcella Chow, do banco de investimento JP Morgan Asset Management, num relatório, citado pela Lusa.

Os dados relativos ao mês de junho mostram que a produção industrial subiu 4,8% em termos homólogos, ficando em linha com as projeções, enquanto as vendas a retalho contraíram 1,8%, acima das estimativas de 0,5%.

Olhando para o conjunto dos primeiros seis meses do ano, a produção da indústria caiu 1,3% face ao mesmo período do ano passado, as vendas a retalho encolheram 11,4% e o investimento em ativos fixos diminuiu 3,1%.

Os dados mostram, assim, que a recuperação ainda é amplamente impulsionada pelo setor industrial, com o consumo dos investidores a manter-se mais fraco do que o esperado. Desde o início da pandemia foram lançadas uma série de medidas de apoio – como cortes de impostos e taxas, financiamento mais barato e aumento da despesa orçamental – mas os estímulos ainda ficaram aquém das políticas avançadas nas economias desenvolvidas, devido à preocupação com o aumento da dívida e a estabilidade financeira.

Em maio, o Partido Comunista anunciou que iria gastar cerca de 246 mil milhões de euros para estimular a economia, incluindo através da criação de nove milhões de novos empregos, mas evitou juntar-se aos Estados Unidos, Japão e Europa no lançamento de pacotes de estímulo no valor de biliões de dólares, devido ao receio de aumentar o endividamento público.

A recuperação "foi impulsionada pelo estímulo do crédito, como é evidente nos fortes investimentos em infraestrutura e imobiliário, enquanto a recuperação nas vendas a retalho e no investimento privado continuou fraca", disse Michelle Lam, economista da Société Générale, em Hong Kong, citada pela Bloomberg.

A China foi o primeiro país a tomar medidas de confinamento altamente restritivas, mas também o primeiro a reabrir, em março, depois de o Partido Comunista ter declarado vitória no combate contra a doença.
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