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DGS: Número de testes realizados acompanha evolução da epidemia

A diretora-geral da Saúde afirmou esta quarta-feira que o número de testes de diagnóstico da covid-19 realizados em Portugal acompanha a evolução da situação epidemiológica, justificando o menor reforço da testagem com a diminuição do número de sintomáticos.

Segundo a DGS, a subida de novos casos deve-se sobretudo a um aumento na região de Lisboa e Vale do Tejo e está a ser acompanhada de perto.
Mário Cruz/Lusa
Lusa 24 de Junho de 2020 às 15:58
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"É natural que à medida que a nossa epidemia vai tendo menos pessoas que apresentam sintomas, sejam testados menos indivíduos do que estavam a ser testados antes", explicou Graça Freitas, durante a conferência de imprensa destinada atualizar a informação relativa à pandemia de covid-19.

Questionada sobre o menor número de testes que estão atualmente a ser realizados em Portugal, a diretora-geral esclareceu que as orientações internacionais vão no sentido testar, com prioridade, todas as pessoas que apresentem sintomas, que atualmente são menos.

Por outro lado, acrescenta, também são colocadas sob vigilância os contactos próximos de todos os doentes infetados, mas mesmo nesses casos a relevância dos testes é relativa.

"O teste, mesmo que dê negativo, implica que o contacto próximo de um doente tenha de ficar, por precaução, 14 dias em isolamento, portanto nem é o teste que determina o que vamos fazer a seguir", sublinhou a diretora-geral, considerando que "o país tem sido sempre muito assertivo nesta política de testes".

Sobre o tema, a secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, disse também que o país mantém uma forte capacidade de testagem e que essa capacidade será ativada sempre que se mostre necessário.

Jamila Madeira referiu ainda que a política de testagem foi reforçada na fase inicial do período de desconfinamento, sob uma lógica de rastreio massificado, e que, atualmente, essa política acompanha a evolução do número de casos.

Na mesma conferência de imprensa, a secretária de Estado recordou a compra de dois milhões de vacinas contra a gripe, para o próximo inverno, sublinhando que será "a maior aquisição de sempre".

A medida visa salvaguardar que mais portugueses, numa circunstância de maior risco, estarão protegidos no próximo inverno. "Estamos a focar-nos sobretudo nos mais vulneráveis", disse.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 477.000 mortos e infetou mais de 9,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.543 pessoas das 40.104 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
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