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Dados apontam para “forte contração da atividade económica em abril”, avisa INE

O instituto nacional de estatística alerta para "forte contração da atividade económica" no mês passado, que acentuou a trajetória descente dos meses anteriores.

Retalho vai ganhar com transferência do consumo de fora para dentro de casa.
António Pugliese
Rita Faria afaria@negocios.pt 20 de Maio de 2020 às 11:59
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) lançou um novo alerta esta quarta-feira, 20 de maio, avançando que os dados disponíveis até ao momento revelam "uma forte contração da atividade económica em abril", o primeiro mês completo em que foram sentidos os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia.

"A informação já disponível revela uma forte contração da atividade económica em abril, agravando-se face ao observado em março", nota o INE, na Síntese de Conjuntura divulgada hoje.

No primeiro mês em que foram impostas medidas restritivas nopais para travar a propagação do vírus, o mês de março, o indicador de atividade económica registou "uma redução significativa", de 2,6%, prolongando o perfil descendente observado nos cinco meses anteriores, e atingindo o valor mínimo desde março de 2013", declara o INE.

Esta tendência deverá agravar-se no mês de abril, durante o qual se assistiu a uma quase paralisação da atividade económica em Portugal, e em que o indicador de clima económico retrocedeu para o valor mais baixo desde novembro de 2013.

"A informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP), disponível apenas até março, aponta para uma diminuição em termos reais e nominais na indústria, bem como na construção (em termos reais) e nos serviços (em termos nominais)", revela o INE.

Este organismo lembra que o PIB registou uma redução homóloga de 2,4% no primeiro trimestre, o indicador de confiança dos consumidores atingiu o valor mínimo desde maio de 2013 e o indicador de clima económico apresentou a queda mais acentuada da série, atingindo um mínimo histórico.

"Todos os indicadores de confiança setoriais diminuíram de forma abrupta face ao mês anterior, principalmente no caso dos serviços", acrescenta ainda o INE.

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