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DGS: Contexto laboral continua a contagiar mais do que o de lazer

Continua a ser dentro de casa, no contexto familiar, que a covid-19 mais se transmite. Mas é primeiro através dos contactos laborais - e só depois do lazer, que o vírus entra dentro das habitações. "O trabalho e a casa continuam a ser os sítios onde as pessoas passam mais tempo umas com as outras", afirmou Graça Freitas.

Segundo a DGS, a subida de novos casos deve-se sobretudo a um aumento na região de Lisboa e Vale do Tejo e está a ser acompanhada de perto.
Mário Cruz/Lusa
Susana Paula susanapaula@negocios.pt 01 de Julho de 2020 às 17:05
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O contexto laboral continua a contagiar mais do que o contexto social e de lazer, embora seja dentro do agregado familiar que a covid-19 mais se propaga, explicou a diretora-geral da Saúde nesta quarta-feira, 1 de julho.

"De acordo com os últimos dados de que dispomos, continua a ser o contágio dentro das habitações, das famílias, dos cohabitantes o mais importante. O ambiente laboral é o segundo sítio de contágio, mas o vírus é transportado para dentro de casa" propagando-se mais, afirmou Graça Freitas, na habitual conferência de imprensa de ponto de situação da pandemia do novo coronavírus em Portugal.

Só depois surgem os contágios em contexto social ou de lazer. "O terceiro sítio de contágio é de facto o contexto social", disse a diretora-geral da Saúde. Isso significa que, concluiu, a propagação do vírus tem muito a ver com "os ajuntamentos, mas mais com o tempo que as pessoas passam umas com as outras. O trabalho e a casa continuam a ser os sítios onde as pessoas passam mais tempo umas com as outras".

"O caso inicial até pode ter vindo do trabalho, do setor das obras, da indústria ou de outros setores laborais, mas depois o vírus acaba por originar casos na habitação", acrescentou. 

Casos na região Norte são dispersos e pontuais

Há quase um mês, desde 6 de junho, que não são reportados novos casos de covid-19 na maioria dos concelhos da Área Metropolitana do Porto, detetou o Negócios. Segundo Graça Freitas, isso não se deve a um problema de reporte, mas sim a "uma distribuição que é pontual" na região Norte do país.

"Será uma coincidência aleatória que alguns concelhos não tenham casos. Não quer dizer que não apareçam novos casos nos próximos dias. Nada disto é estável", afirmou Graça Freitas.

A diretora-geral da Saúde explicou que a grande maioria dos casos na região Norte tem cadeias epidemiológicas identificadas e são identificados em inquéritos epidemiológicos, o que facilita o combate à propagação.
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