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DGS nega ter dado orientações para reduzir testes

A Direção-Geral de Saúde garante que não determinou qualquer restrição à realização de testes a contactos de casos confirmados de covid-19.

A falta de colaboração entre os países será muito prejudicial para o turismo e para os empregos.
Stephanie Lecocq/EPA
Negócios jng@negocios.pt 01 de Agosto de 2020 às 10:36
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A Direção-Geral de Saúde (DGS) garante que não determinou qualquer restrição à realização de testes a contactos de casos confirmados de covid-19, contrariando a informação avançada este sábado pelo semanário Expresso.

"Pelo contrário, as autoridades de saúde portuguesas continuam firmemente empenhadas na aplicação da estratégia de "testar, testar, testar", o que já conduziu à realização em Portugal de mais de 1,6 milhõesde testes laboratoriais para SARS-CoV-2, tendo a percentagem de testes positivos vindo a diminuir de forma consistente ao longo das últimas semanas (2,9% no dia 29 de julho)", sublinha a DGS em comunicado.

Em causa, segundo o Expresso, estaria uma nova norma da DGS que limitava as análises a casos secundários e que, referia o jornal, teria como efeito "reduzir número de novas infeções, dando uma imagem "menos catastrofista" do país, e poupar testes para o inverno".

A DGS indica que "a norma [publicada a 24 de julho] formaliza procedimentos que já são realizados pelas autoridades de saúde e tem por base a melhor e mais atual evidência científica e os contributos de peritos em Saúde Pública". 

"A norma publicada nada altera a este respeito. Aliás, a referida norma prevê justamente a
realização de teste a contactos de alto risco, de acordo com a avaliação de risco pelas autoridades de saúde", salienta a DGS.

"A possibilidade da realização de testes a contactos de casos confirmados de COVID-19 sempre
dependeu, e continua a depender, da estratificação de risco efetuada pelas autoridades de saúde", refere ainda.

"Por isso, a DGS desmente categoricamente a restrição da realização de testes a contactos de casos confirmados, tal como o fez, oportunamente, junto do jornal Expresso", frisa o comunicado.

"Não é verdade, portanto, que Portugal vá reduzir o número de testes, como afirma o jornal. Nem é verdade que a norma em causa exclua ou restrinja o universo de pessoas sujeitas à realização de testes. E muito menos é verdade que estejam a ser violadas quaisquer indicações da OMS", conclui.
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