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Escolas: alunos mais novos vão ter telescola, mas secundário volta a 4 de maio

Os planos do Executivo passam por um regresso à escola, com aulas presenciais, apenas dos alunos mais velhos, estando em preparação para o ensino básico um sistema de telescola, a avançar no arranque do terceiro período, avançam o Expresso e o Público deste sábado.

Duarte Roriz/Correio da Manhã
Negócios jng@negocios.pt 04 de Abril de 2020 às 11:01

É já quase certo que os alunos até ao 9º ano já não voltam este ano a ter aulas presenciais, mas no arranque do 3º período deverão ter já disponível um sistema de telescola, numa parceria com a RTP e usando canais disponíveis na televisão digital terrestre e outras plataformas da televisão pública. A notícia é do Público deste sábado e, segundo o jornal, esta foi a forma encontrada para chegar a um maior número de alunos.

 

A ideia é que haja aulas diárias, tal como na escola, e que o arranque aconteça logo na primeira semana de aulas a seguir à Páscoa, a partir de 13 de abril. Além disso, os professores deverão continuar com o apoio à distância, como vinha acontecendo nestas duas últimas semanas de aulas do segundo período.

 

Já para o ensino secundário, e sobretudo para os alunos do 11º e do 12º ano, que têm exames nacionais agendados na segunda metade de julho, haverá uma solução diferente. Segundo avança o Expresso, o primeiro-ministro    quer retomar as aulas presenciais e a data em cima da mesa é 4 de maio, tudo dependendo de como correrá abril em termos de consequências e desenvolvimento da pandemia.

 

Além se der um ensaio e um primeiro regresso à normalidade, esta hipótese permitiria resolver dificuldades no sistema de aulas através da televisão, evitando o recurso a canais por cabo, que hoje em dia ainda não existem em todas as casas.

 

Este regresso apenas dos alunos do secundário poderia  permitir, por outro lado, uma redistribuição dos alunos nas escolas, assim se garantindo a aplicação de regras de distanciamento.

 

Com os alunos a dar o primeiro avanço, junho poderia ser já um mês de regresso à normalidade, acredita o Executivo.

No entando, num caso como no outro, o Govenro não se compromete oficialmente com datas. Já este sábado, em entrevista à RTP, o ministro Tiago Brandão Rodrigues recusou avançar datas, remetendo para 9 de abril, ocasião em que o Governo vai anunciar um conjunto de orientações para o terceiro ciclo do ano letivo.

Além da avaliação sobre o ponto de situação da pandemia à data, "também temos de chegar às escolas e explicar-lhes como poderão utilizar esta ferramenta e este é um trabalho que está em curso", justificou.

Devido à pandemia e num contexto em que todos "foram apanhados de surpresa" e a tutela está a "preparar os cenários mais complexos", o Ministério da Educação, afirmou, enviou orientações às escolas que estão a "preparar os seus planos de ensino à distância".

"Temos de nos preparar para situações mais complexas e temos de começar a trabalhar atempadamente e a produzir todas estas ferramentas", sublinhou.

Esta sexta-feira foram conhecidos os primeiros resultados de um inquérito do Observatório de Políticas de Educação e Formação. Segundo escreve o Público, mais de três quartos dos alunos (76,1%) estão a cumprir a regra de ficar em casa e não têm saído, mas quase dois terços dos encarregados de educação afirmam que as crianças estão já a manifestar o desejo de regressar à escola.

 

Este inquérito, realizado online e cujos resultados são ainda preliminares, mostra também que um terço dos alunos não tem saído de todo da habitação, e que as saídas são sobretudo para o quintal ou  jardim ou ao parque de estacionamento da habitação. Apenas 5,2% dos alunos continuou a sair à rua todos os dias "para espairecer".

(notícia atualizada às 15:50 com declarações do ministro da Educação)

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