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Governo alemão anuncia "empréstimos rápidos" a pequenas e médias empresas

Os empréstimos são de 500 mil euros para empresas de 11 até 50 funcionários e 800 mil euros para as que tenham mais de 50 e até 250 trabalhadores. O risco é garantido, na totalidade, pelo governo federal.

EPA
Lusa 06 de Abril de 2020 às 15:22
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Os ministros alemães das finanças, Olaf Scholz, e da economia, Peter Altmaier, anunciaram hoje em conferência de imprensa, novas linhas de crédito para pequenas e médias empresas de 500 a 800 mil euros.

Os empréstimos são de 500 mil euros para empresas de 11 até 50 funcionários e 800 mil euros para as que tenham mais de 50 e até 250 trabalhadores. O risco é garantido, na totalidade, pelo governo federal.

Em declarações aos jornalistas, Olaf Scholz sublinhou que este novo programa de empréstimos não substitui os outros incentivos já anunciados pelo executivo de Berlim.

"Se tudo correr como previsto, os bancos poderão começar a tratar de tudo a partir de quinta-feira", revelou o ministro das finanças.

Os principais critérios para aprovação da candidatura consistem na sólida atividade económica em 2019, preferencialmente com lucro, e o total cumprimento no pagamento de impostos.

Scholz rejeitou os "Corona-Bonds", um instrumento que países como Itália estão a exigir para lidar com efeitos negativos na economia. O ministro das finanças da Alemanha acredita que apenas a "ajuda rápida e direta" é apropriada.

A Alemanha regista 95.391 casos diagnosticados e 1.434 vítimas mortais, de acordo com dados oficiais do Instituto Robert Koch.

O presidente da República, Frank-Walter Steinmeier anunciou hoje um discurso televisivo no sábado a propósito da crise provocada pelo novo coronavírus, uma forma pouco utilizada pelo chefe de estado alemão.

Também é esperada uma declaração da chanceler Angela Merkel durante a tarde de hoje.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
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