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México tem a maior taxa de positividade de covid-19 do mundo

Numa altura em que os países tentam reabrir as suas economias, o número de testes de coronavírus que dão positivo transformou-se na métrica mais importante. 5% é o limite para reabrir com segurança. 10% é preocupante, enquanto 20% é chocante.

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Bloomberg 02 de Julho de 2020 às 14:15
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No México, essa taxa é de 50%.

Os resultados elevados são fáceis de explicar - embora não tão fáceis de solucionar. O México evitou teimosamente realizar testes em larga escala e, em vez disso, testa apenas pacientes mais graves. O subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde, Hugo López-Gatell, disse no fim de maio que qualquer outra abordagem seria "uma perda de tempo, esforço e recursos".

Durante a pandemia, o México e partes da América Latina registam taxas de positividade que superam qualquer número já visto, da China aos EUA, incluindo novos focos problemáticos como o Arizona e Texas. Com metade dos testes com resultados positivos, o México iguala-se à Bolívia com a maior taxa do mundo. Na Argentina e no Chile, quase 3 em cada 10 testes resultam em diagnóstico de covid-19. E, no Brasil, onde 1,4 milhão de pessoas foram infetadas, o governo não divulga esses dados.

Quando as taxas são tão elevadas, isso significa que os governos podem não ter ideia da gravidade do surto dentro das suas fronteiras. Nos EUA, onde a taxa de positividade voltou a subir, e é de 8%, O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças diz que a verdadeira escala da pandemia pode ser 10 vezes superior ao que os testes mostram.

Oficialmente, o México havia registado mais de 226.000 casos até terça-feira e 27.769 mortes. A América Latina tem mais de 2,5 milhões de casos e responde por cerca da metade de todas as novas mortes diárias no mundo.

O que preocupa muitos os profissionais de saúde é que nem o México nem o Brasil mostraram muita disposição ou capacidade de mudar a tendência.

"O nosso objetivo não é contar todos os casos, mas usar mecanismos modernos e eficientes para combater a pandemia", disse López-Gatell em audiência no Senado no fim de maio. Na terça-feira, afirmou: "As mortes no nosso país estão associadas a diabetes, hipertensão e obesidade".

A Organização Mundial da Saúde recomenda que os países atinjam taxas de positividade para testes de 5% ou menos ao longo de 14 dias antes da reabertura.

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