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Moldes de Aveiro dão suporte a viseiras para os hospitais

A produtora de autoclismos OLI adaptou para a tecnologia de injeção de plástico o design desenvolvido por um projeto colaborativo nas universidades. As primeiras unidades começam a chegar aos hospitais a 6 de abril.

Paulo Duarte
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 30 de Março de 2020 às 15:54
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O grupo Oli vai produzir um suporte de viseira para proteger os profissionais de saúde no tratamento dos doentes com o novo coronavírus. Da fábrica de Aveiro, que se encontra a funcionar a 100%, vão sair 20 mil unidades por semana, a partir de 6 de abril, para serem doadas a hospitais da região Norte, do Centro e da zona de Lisboa.

 

Respondendo ao desafio de produzir este material "em condições e quantidades industriais", que lhe foi feito pela Erising e pelo INEGI (instituto de engenharia mecânica e gestão industrial ligado à Universidade do Porto), a maior produtora de autoclismos do sul da Europa adaptou o design criado por um projeto colaborativo para a tecnologia de injeção de plástico.

 

"Este modelo de viseira tem a particularidade de dispor de duas versões, com ou sem cobertura superior, consoante a sua utilização hospitalar, em combinação com outros equipamentos de proteção como cogulas e fatos", detalhou António Oliveira, presidente desta empresa que emprega 431 pessoas em Portugal e que em 2019 faturou 60 milhões de euros em 2019.

 

 

A exportadora aveirense, que vende para 80 países e que tem uma filial na região da Lombardia, em Itália, destaca que para este projeto foram "determinantes" as competências de engenharia da unidade de moldes orientada para as indústrias hidro-sanitária e automóvel, na qual investiu quatro milhões de euros em 2018.

 

António Oliveira ressalva que "se a procura o justificar" poderá avançar com um novo molde com maior capacidade de produção e, citado numa nota de imprensa, está a equacionar também "informar os [seus] parceiros de Espanha e de Itália para a possibilidade de [oferecer] estas viseiras para serem distribuídas nas unidades hospitalares das suas regiões".

 

Das têxteis às farmacêuticas, das bebidas à metalomecânica, entre outros setores, dezenas de outras empresas portuguesas localizadas de norte a sul do país, desde start-ups a multinacionais, já começaram a adaptar linhas e ciclos de produção para ajudar no combate à pandemia da covid-19 através do fabrico de materiais de proteção, como máscaras ou gel desinfetante.

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