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Portugal com mais 344 casos e 8 mortos por covid-19. Internamentos baixam para mínimo de setembro

Foi já o terceiro dia em que o número de óbitos por covid-19 em Portugal ficou abaixo da dezena, o que já não acontecia desde o início de outubro.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 27 de Março de 2021 às 14:50
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Nas últimas 24 horas foram confirmados em Portugal mais 344 casos de pessoas infetadas pela covid-19, uma descida face às 488 infeções reportadas ontem, informa a Direção Geral de Saúde (DGS) no relatório deste sábado, 27 de março.

O número de novos casos de hoje traduz uma descida de 25% face aos 467 casos reportados no mesmo dia da semana passada. Além disso, o número de novos casos acumulados nos últimos 14 dias baixou  17,5% face ao registado a 20 de março, o que valida a tendência de abrandamento da pandemia, o que deverá dar luz verde ao Governo para na próxima semana confirmar a próxima etapa do desconfinamento a 5 de abril. 

 

A DGS anunciou que foram ainda registados mais 8 óbitos relacionados com a doença, depois das 5 vítimas mortais confirmadas na sexta-feira, dia em que foi atingido um mínimo de setembro. O aumento de hoje eleva o total de óbitos desde o início da pandemia para 16.827, sendo que este foi já o terceiro dia em que o número de óbitos tem apenas um dígito, o que já não acontecia desde o início de outubro.

 
Incidência quase a metade do limite máximo definido pelo governo

Com os números conhecidos este sábado, a média diária de novos casos dos últimos sete dias desceu para 423, o valor mais baixo em seis meses. É a primeira vez desde 9 de setembro que Portugal fica abaixo dos 3 mil casos em sete dias (2.962).

 

Nos últimos 14 dias, Portugal acumulou 61 novos casos por 100 mil habitantes, tendo por base a estimativa de população mais recente do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este indicador, muito utilizado internacionalmente para medir a propagação do vírus e critério determinado pelo Governo para considerar os concelhos em risco, mantém-se bem abaixo do limite definido de 120 casos por 100 mil habitantes definido pelo Governo para o plano de desconfinamento e está no valor mais baixo desde meados de 13 setembro

 

O primeiro-ministro alertou ontem para a evolução "perigosa" da pandemia em Portugal, referindo-se à evolução do R(t) que está a aproximar-se de 1. A atualização do índice de transmissibilidade (atualmente em 0,93) só voltará a ser atualizado na segunda-feira.

Casos ativos abaixo de 30 mil 

O relatório da DGS mostra ainda 3.668 pacientes dados como recuperados, que aumentam o total de recuperações para 775.007. 

Assim, os casos ativos, que são calculados subtraindo ao total de casos confirmados os doentes recuperados e os óbitos, baixaram em 3.332, para 28.208, ficando abaixo dos 30 mil pela primeira vez desde 10 de outubro. 

Internamentos em mínimos de setembro

Ainda numa nota positiva, a DGS revelou que há agora menos 51 pacientes internados com covid-19 em Portugal, num total de 618, o valor mais baixo desde 24 de setembro do ano passado.

 

Já no que respeita aos casos mais graves, de doentes internados em unidades de cuidados intensivos, registou-se o decréscimo de sete pacientes nas últimas 24 horas, para um total de 148.

Nas últimas 24 horas foi registada um óbito em Lisboa e Vale do Tejo, Centro, Madeira e Açores. Dois no Norte e no Algarve, enquanto o Alentejo não registou novas vítimas mortais. No caso dos Açores foi registou-se o primeiro óbito desde 10 de fevereiro.

 

No que respeita aos novos casos, Lisboa e Vale do Tejo foi responsável por 40%, com 152 infeções confirmadas. Seguiu-se o Norte, com 68, o Centro com 51, o Alentejo com 32, a Madeira com 30 e os Açores com 14. No Algarve os dados fora revistos em baixa, tendo sido registados 35 casos novos, mas anulados 38 nos dias anteriores.


Vírus matou mais de 2,76 milhões de pessoas em todo o mundo
A covid-19 matou pelo menos 2.768.431 em todo o mundo, de acordo com o balanço de hoje da agência France-Presse (AFP), que contabiliza mais de 126 milhões de casos de infeção oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Na sexta-feira, 12.707 novas mortes e 628.514 novos casos foram contabilizados em todo o mundo, elevando o total a pelo menos 126.070.470.

Os países que registaram o maior número de novas mortes nas últimas 24 horas são o Brasil (3.650 novas mortes), os Estados Unidos da América (1.700) e França (897).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em número de mortes (548.089) e casos de infeção (30.160.408), segundo o balanço da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos são o Brasil, com 307.112 mortes e 12.404.414 casos, o México, com 200.862 mortes e 2.219.845 casos, a Índia, com 161.240 mortes e 11.908.910 casos, e o Reino Unido, com 126.515 mortos e 4.325.315 casos.

Entre os países mais afetados, a República checa é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 241 óbitos por 100.000 habitantes, seguida de Hungria (202), Bélgica (197), Montenegro (196) e Eslovénia (193).

A Europa totaliza hoje 940.748 mortes para 42.684.165 casos, a América Latina e Caribe 762.817 mortes (24.247.046 casos), Estados Unidos e Canadá 570.901 mortes (31.115.226 casos), Ásia 269.068 mortes (17.469.561 casos), o Médio Oriente 112.389 mortes (6.352.100 casos), África 111.532 mortes (4.166.258 casos) e Oceânia 976 mortes (36.123 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou muito e os rastreios melhoraram, levando a um aumento nas contaminações declaradas.

Devido a correções feitas pelas autoridades ou à publicação tardia dos dados, os números do aumento de 24 horas podem não corresponder aos publicados na véspera.

(notícia em atualização)

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