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UE não quer abrir fronteiras a mais países até agosto

A Comissão Europeia vai recomendar aos Estados-membros que não alarguem a lista de 15 países cujos residentes receberam luz verde para entrar na UE a 1 de julho.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 14 de Julho de 2020 às 10:49
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A União Europeia não quer abrir as suas fronteiras a mais países até ao final do mês de julho, devido aos riscos de uma segunda vaga da pandemia de covid-19.

De acordo com a Bloomberg, que cita três fontes oficiais, a UE vai recomendar aos Estados-membros que mantenham as suas "portas" fechadas à maioria dos países extra-comunitários durante pelo menos mais 15 dias.

Significa isto que não será alargada a lista de 15 países cujos residentes receberam luz verde, no passado dia 1 de julho, para viajar para o bloco regional.

Essa lista inclui a Austrália, Canadá, China, Japão, Marrocos, Coreia do Sul, Argélia, Geórgia, Montenegro, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Tailândia, Tunísia e Uruguai. Excluídos do rol ficaram países como os Estados Unidos e o Brasil, que deverão continuar de for a nesta primeira revisão quinzenal.

Duas das fontes admitem até que a União Europeia poderá encurtar a lista, recomendando a retirada de Montenegro e Sérvia, devido aos novos surtos de infeção nesses dois países.


O crescimento de novos casos de covid-19 em certas regiões do mundo está a dificultar os esforços europeus para eliminar as restrições nacionais e reanimar as economias no arranque da época mais fortes para o turismo.

Até agora, a proibição de viagens não essenciais para UE foi feita, em grande medida, de uma forma coordenada entre os Estados-membros sob a égide da Comissão Europeia que, formalmente, não tem poder de decisão sobre o assunto, dado que a política de saúde na Europa é sobretudo uma responsabilidade nacional.

Ainda assim, algumas capitais da UE estão a seguir os seus próprios caminhos. Grupos europeus de companhias aéreas e aeroportos criticaram na semana passada a falta de um cumprimento uniforme das recomendações da UE de 1 de julho, citando "um sistema de retalhos de restrições de viagens e controlo de fronteiras em toda a Europa".

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