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Von der Leyen diz que são precisos 7,5 mil milhões para vacinas e tratamentos para a covid-19

A líder da Comissão Europeia juntou-se, tal como outros líderes, à Organização Mundial de Saúde numa aliança que quer uma ação conjunta no combate à covid-19, no que toca à distribuição de novos fármacos, testes e vacinas.

JOHANNA GERON
Negócios jng@negocios.pt 24 de Abril de 2020 às 15:48
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defende que vão ser necessários pelo menos 7,5 mil milhões de euros para financiar o desenvolvimento e distribuição de "armas" para o combate à pandemia de covid-19.

"Precisamos de acelerar o trabalho de prevenção, diagnóstico e tratamento" da pandemia, e "para isso, precisamos de dinheiro", alerta von der Leyen. Assim, o objetivo é "angariar uma soma inicial de 7,5 mil milhões de euros para arrancar a cooperação global", sendo que se assume desde já que "será necessário mais no futuro". 

A líder europeia faz estas projeções no âmbito de uma nova aliança internacional, criada pela Organização Mundial de Saúde, que pretende a distribuição justa dos tratamentos, testes e vacinas que vão sendo desenvolvidos para fazer face à pandemia do novo coronavírus. 

Nesta aliança estão envolvidos, além da presidente da Comissão Europeia, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a Fundação Bill e Melinda Gates. 

A angariação de fundos para esta iniciativa vai ter início dia 4 de maio, quando será lançada a campanha "Resposta Global ao Coronavírus", que vai apelar à solidariedade em todos os territórios. 

A Comissão apela a que os governos, empresários, celebridades, filantropistas e cidadãos sejam ativos na divulgação e participação nesta iniciativa. 

Ao lado da resposta sanitária, a económica

Esta necessidade de financiar formas de tratamento e prevenção da covid-19 é levantada por von der Leyen um dia após o Conselho Europeu ter chegado a acordo, por unanimidade, sobre a necessidade de um fundo de recuperação económica para a União Europeia, que pretende portanto atacar os efeitos económicos da doença, em paralelo com os esforços de travar a pandemia.

Contudo, ficou por definir a forma como esse instrumento irá financiar os Estados-membros, se a fundo perdido ou através de empréstimos - uma questão que divide os Estados membros em três blocos. A quantia a ser disponibilizada também permanece uma incógnita. 

Para fazer face às necessidades mais imediatas decorrentes da crise económica e social que atravessa o continente, os líderes europeus aprovaram ainda o pacote de 540 mil milhões tirado a ferros no Eurogrupo de há duas semanas. Trata-se das redes de proteção ao emprego (SURE), empresas, sobretudo PME (através do BEI), e Estados (com recurso à linha de crédito cautelar do MEE).


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