Cultura CDS ataca demissão no CCB por ser feita no "espaço público" e não no "recato dos gabinetes"

CDS ataca demissão no CCB por ser feita no "espaço público" e não no "recato dos gabinetes"

"Já pouca coisa me surpreende no PS", reage o deputado centrista Hélder Amaral à mudança da liderança do Centro Cultural de Belém. O CDS defende que o PS olha para a administração pública "como um espaço seu".
CDS ataca demissão no CCB por ser feita no "espaço público" e não no "recato dos gabinetes"
Diogo Cavaleiro 01 de março de 2016 às 13:33

O CDS contesta a forma como João Soares anunciou, em entrevista, que queria demitir António Lamas da presidência do Centro Cultural de Belém. Para Hélder Amaral, "do ponto de vista institucional e da normalidade e respeito pelas instituições, [estas questões] devem ser tratadas no recato dos gabinetes e fora do espaço público".

 

"Não nos parece normal nem nos parece correcto que um qualquer membro do Governo discuta estas matérias na praça pública", considerou o deputado centrista em declarações aos jornalistas esta terça-feira, 1 de Março, em imagens transmitidas pela SIC Notícias.

 

Hélder Amaral reconhece que tem sempre de haver respeito mútuo e uma relação institucional de confiança entre a tutela a liderança de organismos públicos, pelo que percebe a necessidade de "alterar protagonistas". Contudo, a demissão não deve ser feita em "jornais".

 

Sobre a consideração do PSD que fala num "modus operandi" do Governo de António Costa no que diz respeito às nomeações, o deputado do CDS argumenta que "há uma marca de água e um fio condutor, que vem do passado, em que o PS sempre que olha para a administração pública comporta-se como um espaço seu".

"Já pouca coisa me surpreende no PS", comentou ainda o deputado centrista aos jornalistas no Parlamento, depois de esta segunda-feira ter sido confirmado aquilo que já se falava desde uma entrevista de João Soares, o ministro da Cultura, ao Expresso: António Lamas, nomeado em 2014 pelo anterior Governo, foi demitido e já foi nomeado o seu substituto – Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado de José Sócrates. 

O Governo quis extinguir a estrutura de missão responsável pelo projecto integrado do eixo Belém-Ajuda, protagonizado pelo CCB e para o qual António Lamas tinha sido contratado - Lamas sempre defendeu uma gestão conjunta dos museus daquela área. O ministro da Cultura não quis e, por isso, demitiu-o.

 

Além disso, João Soares acusou António Lamas de fazer uma gestão "pouco prudente" e de ter gastado "seis milhões de euros das reservas nos últimos tempos". Não foi ainda possível saber junto do gabinete do ministro da Cultura se essa gestão "pouco prudente" justifica qualquer outro tipo de acção da sua parte.




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