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Cinemateca "não fechou". Governo admite novas fontes de financiamento

Jorge Barreto Xavier diz que foi possível encontrar fundos para a Cinemateca manter actividade. E afirmou: "a Cinemateca não fechou", o que levou o deputado comunista Miguel Tiago a dizer que o Governo baixou muito a bitola para a cultura.

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 07 de Novembro de 2013 às 12:24
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"A Cinemateca não fechou", declarou Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, acrescentando que para 2014 se vai suprimir a ausência de receitas por via da diminuição da taxa de exibição que em 2013 "foi manifestamente inferior à previsão". Essa supressão será feita através de uma transferência do fundo de fomento cultural.

 

No entanto, o secretário de Estado da Cultura garante que "não é solução definitiva e temos de encontrar uma solução definitiva" para "garantir e suprir um problema que tem vários anos". A taxa de exibição é a principal fonte de receita da Cinemateca e que nos últimos cinco a seis anos diminuiu 50%, diminuição que "devia ter tido reflexo no Orçamento do Estado para suprir a diferença ou pela diminuição da despesa". 

 

O secretário de Estado da Cultura admitiu, mesmo, num futuro poder rever a Lei do Cinema para integrar a Cinemateca como receptora de fundos. 

 

Recorrer ao Fundo de Fomento Cultural "não será aquilo que desejaríamos, mas não é em sede de situação ideal que estamos a trabalhar para o orçamento de 2014".

 

Quem não gostou de ouvir Jorge Barreto Xavier foi o deputado comunista Miguel Tiago, que diz que ter colocado a questão de que "Cinemateca não fechou" é baixar "a bitola" para a cultura. "A bitola é muito baixa e choca frontalmente com a Constituição", declarou Miguel Tiago, que também contestou a documentação apresentada pelo secretário de Estado da Cultura, à semelhança do que já tinham feito as deputadas do PS e BE, Inês Medeiros e Catarina Martins.Miguel Tiago falou mesmo num "miserável documento". 

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