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Escolha de Joseph Fiennes para o papel de Michael Jackson está a incendiar as redes sociais

Depois da polémica em torno da ausência de actores e realizadores negros nomeados para os Óscares, a escolha do actor Joseph Fiennes para representar Michael Jackson numa comédia televisiva atirou mais uma acha na fogueira, com muitos a manifestarem desagrado através das redes sociais.

Reuters
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 28 de Janeiro de 2016 às 13:09
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A polémica estalou logo após o anúncio dos nomeados para os Óscares deste ano, entre os quais não há qualquer actor ou realizador negro, um tema caro para muitos que consideram que a indústria cinematográfica não é plural o suficiente. Agora, a discussão intensifica-se com não só com a escolha de Joseph Fiennes para o papel da estrela lendária da pop Michael Jackson.

Filmes como "Straight Outta Compton", bem recebido pela crítica e com actores afro-americanos,  e "Creed", realizado por Ryan Coogler e com Michael B. Jordan no principal papel, tiveram "de se contentar com nomeações menores [para os Óscares]", escreve o The Wall Street Journal a 14 de Janeiro. As nomeações deixaram de foram também Idris Elba, que chamou à atenção pelo seu desempenho em "Beasts of No Nation"; "Will Smit", que impressionou em "Concussion" e Benicio Del Toro, aclamado pelo papel em "Sicario".

A indignação materializou-se nas redes sociais, dando origem à hashtag #OscarsSoWhite.

Agora a polémica regressa a este palco com a escolha do actor Joseph Fiennes para o papel de Michael Jackson na série "Elizabeth, Michael e Marlon" da Sky Arts, que conta a história de uma viagem de carro realizada pelo cantor afro-americano, Elizabeth Taylor e Marlon Brando entre Nova Iorque e Ohio a seguir aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Stockard Channing representará nesta comédia televisiva Elizabeth Taylor e Brian Cox faz o papel de Marlon Brando.

Questionada sobre a escolha do elenco, a Sky Arts respondeu que "dá liberdade criativa aos produtores para escolher o elenco, dentro dos parâmetros de diversidade determinados [pela produtora]", cita a Variety.

Numa entrevista ao Entertainment Tonight, Fiennes mostrou-se surpreendido com a escolha, mas notou que "[Jackson] tinha definitivamente um problema – um problema de pigmentação – e isso é algo em que acredito. Ele tinha um tom de pele provavelmente mais próximo do meu do que do seu tom de pele original".

A somar a este episódio está a escolha, há duas semanas, do actor Charlie Hunnam para o papel do traficante de droga mexicano Edgar Valdez Vilarreal numa série sobre senhores da droga americanos.  O produtor Vincent Newman defendeu a decisão com o argumento de que Vilarreal era conhecido como "La Barbie", graças ao seu cabelo louro e pele clara, conta a Variety.

Independentemente das justificações em qualquer um dos casos, isto veio reacender a polémica sobre a pluralidade na indústria cinematográfica.

A realizadora Lexi Alexander escreveu no twitter que "o facto dos anúncios branqueados de Fiennes e Hunnam acontecerem durante a campanha #OscarsSoWhite diz muito".

O actor Orlando Jones optou pela ironia ao escrever na rede social está "totalmente de acordo com Fiennes no papel de Michael Jackson se, e só se, Angela Basset fizer o papel de Elizabeth Taylor".

O actor Richard Lawson diz que "se Joseph Finnes vai fazer o papel de Michael Jackson, é apenas justo que Gwyneth Paltrow faça o papel de Macaulay Culkin".

Estes são apenas alguns dos famosos que se manifestaram no twitter, a par de muitos outros utilizadores anónimos.

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