Cultura Ministro da Cultura quer exposição de obras de Miró do ex-BPN em Serralves em 2016

Ministro da Cultura quer exposição de obras de Miró do ex-BPN em Serralves em 2016

O ministro da Cultura, João Soares, diz ter proposto à Fundação de Serralves que a primeira exposição das obras do catalão Joan Miró provenientes do antigo Banco Português de Negócios (BPN) se realize em Serralves em 2016.
Ministro da Cultura quer exposição de obras de Miró do ex-BPN em Serralves em 2016
Bloomberg
Lusa 12 de dezembro de 2015 às 12:45

"Já abordei com o Ministério das Finanças que nós faríamos uma exposição pública desse acervo de Miró, que pertencia ao BPN, para que se possa fazer uma inventariação e depois uma avaliação e para que ele passe a pertencer ao acervo dos museus portugueses", afirmou João Soares aos jornalistas, à margem de uma reunião com o presidente da Fundação de Serralves, Luís Braga da Cruz.

O ministro da Cultura sublinhou que seria "muito interessante, embora sem nenhuma espécie de data marcada, que, para o ano, a primeira exposição pública deste acervo do Miró [fosse] feita aqui em Serralves", no Porto.

Questionado sobre os cortes orçamentais que instituições como Serralves sofreram nos últimos anos, João Soares realçou que a reunião com Braga da Cruz, que termina as suas funções no conselho de administração da fundação no final deste mês, foi "quase só de cortesia".

"Não esperem de mim respostas em cima do joelho para questões que são sérias e que têm de ser tratadas com tranquilidade e maturidade como serão. É nessa perspectiva que nós aqui estamos e na perspectiva do que Serralves é e vai continuar a ser para o Porto e para o país", afirmou o governante.

João Soares anunciou ainda que vai propor que Braga da Cruz receba a medalha de mérito cultural assim que termine o seu mandato à frente de Serralves.

A polémica em torno das obras de Miró começou em Janeiro de 2014, quando um movimento de artistas e curadores defendeu, numa petição pública, a manutenção das 85 obras de arte em Portugal, chegando a receber mais de 10 mil assinaturas.

Um mês antes, o leilão das obras tinha sido anunciado pelas empresas de capitais públicos proprietárias, a Parvalorem e a Parups, criadas em 2010 pelo Estado para gerir os activos e recuperar os créditos do ex-BPN, nacionalizado em 2008.




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