Cultura PS rejeita "acusação de tentativa de controlo da máquina do Estado"

PS rejeita "acusação de tentativa de controlo da máquina do Estado"

Gabriela Canavilhas diz que o PSD "não tem qualquer tipo de moral" para atacar o PS na nomeação de um ex-secretário de estado socialista para o CCB por ter sido o partido que mais "tentou controlar" o Estado.
PS rejeita "acusação de tentativa de controlo da máquina do Estado"
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 01 de março de 2016 às 14:06

"O Partido Socialista rejeita, enfaticamente, qualquer acusação de tentativa de controlo da máquina do Estado por via das nomeações". A afirmação de Gabriela Canavilhas depois de o Partido Social Democrata ter, pela voz de Sérgio Azevedo, acusado o Governo PS de ter um "modus operandi" de substituição de gestores de institutos públicos.

 

A deputada socialista disse, em declarações aos jornalistas no Parlamento, que recusava a acusação "sobretudo vinda de um partido que suportou o Governo que mais tentou controlar, por via das nomeações", o Estado, referindo-se ao Executivo PSD e CDS.


Gabriela Canavilhas, que já foi ministra da Cultura, defendeu que o anterior Executivo de Passos Coelho e Paulo Portas "usou o mecanismo de substituir" a gestão de instituições culturais para colocar pessoas que "tinham cartão do PSD. "O PSD não tem, neste momento, qualquer tipo de moral", argumentou. 


Questionada sobre se a demissão de António Lamas e sua substituição pelo antigo secretário de Estado socialista Elísio Summavielle não configurava uma situação idêntica, Gabriela Canavilhas afirmou que, "neste caso, o que está a acontecer é uma desadequação da estratégia para o CCB relativamente à estratégia que o ministro tem".


Já sobre a proposta do Bloco de Esquerda, de recuar na nomeação de Summavielle e avançar para um concurso internacional, a deputada do socialista considerou que, apesar da distância que tem de haver entre o Governo e os equipamentos, é "natural que o Estado tenha os seus representantes" para "fazer exercer a sua tutela". E lembrou que o CCB é uma fundação, não da administração directa. 

 

O Governo quis extinguir a estrutura de missão responsável pelo projecto integrado do eixo Belém-Ajuda, protagonizado pelo CCB e para o qual António Lamas tinha sido contratado - Lamas sempre defendeu uma gestão conjunta dos museus daquela área. O ministro da Cultura não quis e, por isso, demitiu-o.

 

Além disso, João Soares acusou António Lamas de fazer uma gestão "pouco prudente" e de ter gastado "seis milhões de euros das reservas nos últimos tempos". Não foi ainda possível saber junto do gabinete do ministro da Cultura se essa gestão "pouco prudente" justifica qualquer outro tipo de acção da sua parte.

 




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