Cultura PSD fala em "modus operandi" e liga demissão no CCB à "pressão" sobre governador

PSD fala em "modus operandi" e liga demissão no CCB à "pressão" sobre governador

Sérgio Azevedo considera que o Governo de António Costa tem uma atitude de "donos disto tudo" e vai ponderar "tomar alguma posição" sobre o "ímpeto renovador em tudo o que é organismo do Estado".
PSD fala em "modus operandi" e liga demissão no CCB à "pressão" sobre governador
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 01 de março de 2016 às 12:15

O Partido Social Democrata considera que a demissão do presidente do Centro Cultura de Belém e posterior nomeação de um substituto faz parte de um "modus operandi" do Governo de António Costa "recente e inovador".

 

"Esta atitude de ‘donos disto tudo’ é um comportamento que nos causa alguma estupefacção", defendeu o deputado social-democrata Sérgio Azevedo em declarações aos jornalistas, no Parlamento, segundo imagens transmitidas pela SIC Notícias.

 

O deputado falava depois de esta segunda-feira ter sido confirmado aquilo que já se falava desde uma entrevista de João Soares, o ministro da Cultura, ao Expresso: António Lamas, nomeado em 2014, foi demitido e já foi nomeado o seu substituto – Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado de José Sócrates. 


"Vamos avaliar a situação. Estamos um pouco surpreendidos com todo este ímpeto renovador de tudo o que é organismos do Estado", comentou Sérgio Azevedo, acrescentando que vai ser ponderada "alguma posição" no Parlamento: "quem sabe ouvir os responsáveis sobre estas áreas.

 

Para o PSD, é claro que há um "modus operandi", que é "recente e inovador" já que, segundo Sérgio Azevedo, as "substituições são naturais quando são feitas com uma razão plausível", o que diz não ocorrer neste caso.

"O que criticamos e o que nos deixa pouco apreensivos é a forma como o Governo está a proceder a substituições em tudo o que é institutos", repetiu, falando especificamente no da Segurança Social e do Emprego e comparando à "pressão que é feita sobre o governador do Banco de Portugal".

 

Esta é uma posição "autoritária e arrogante", de uso do "poder e do aparelho do Estado", continuou ainda Sérgio Azevedo.

 

O Governo quis extinguir a estrutura de missão responsável pelo projecto integrado do eixo Belém-Ajuda, protagonizado pelo CCB e para o qual António Lamas tinha sido contratado - Lamas sempre defendeu uma gestão conjunta dos museus daquela área.

 

João Soares acusou António Lamas de fazer uma gestão "pouco prudente" e de ter gastado "seis milhões de euros das reservas nos últimos tempos". Não foi ainda possível saber junto do gabinete do ministro da Cultura se essa gestão "pouco prudente" justifica qualquer tipo de acção da sua parte.




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