Defesa António Costa diz que substituição da G3 era "imperativo de modernização"

António Costa diz que substituição da G3 era "imperativo de modernização"

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que substituição da arma ligeira do Exército G3 era um "imperativo de modernização" e destacou que o novo equipamento, em utilização a partir de 2020, é mais leve e robusto.
António Costa diz que substituição da G3 era "imperativo de modernização"
Vítor Mota
Lusa 16 de setembro de 2019 às 14:34

"É um investimento muito significativo, mas crucial para a modernização do Exército e das Forças Armadas", frisou António Costa, na apresentação da nova arma SCAR, na Escola das Armas, em Mafra.

 

Para António Costa, "a conflitualidade e as características dos teatros de operações exigem que os militares estejam equipados com armamento leve, simples, com grande cadência de tiro, ao mesmo tempo, robusto e com grande previsão às próximas e médias distâncias".

 

O primeiro-ministro afirmou que "o imperativo de modernização se impunha, mas não apaga o contributo de mais de 50 anos da G3", que começou por ser utilizada pelo Exército e Forças Armadas em 1962 em África.

 

O primeiro-ministro recordou que os processos de substituição da arma têm "várias décadas, mas acabavam por ser cancelados", sendo agora uma realidade com a aquisição da SCAR, de forma faseada.

 

Das 15 mil armas adquiridas, as primeiras vão ser entregues ao Exército em outubro, através de um processo faseado que deverá terminar em 2023, ao longo do qual também a G3 entra em desuso.

 

Em janeiro de 2020, a espingardas SCAR, adquiridas através da agência de compras da NATO, vão começar a ser utilizadas, segundo foi anunciado na apresentação.

 

A espingarda automática ligeira SCAR (sigla em inglês de Special Operations Forces Combat Assault Rifle) é considerada uma das mais modernas armas atuais, o apresentar maior rapidez, precisão, versatilidade e alcance nas operações e também simplicidade no seu manuseamento, segundo o Exército.

 

Ao pesar 3,7 quilogramas, é mais leve do que a G3 (4,4 quilogramas), o que permite aos militares transportarem maior quantidade de munições.

 

Perante os militares, o primeiro-ministro destacou o contributo das Forças Armadas para o "prestígio e credibilidade internacionais de Portugal", no âmbito da componente externa da Defesa.

 

"Os termos em que negociámos a participação de Portugal na cooperação permanente com a NATO não seriam os mesmos se não tivessem sido acompanhados do reforço da participação nacional nas missões de paz das Nações Unidas e da União Europeia, com destaque para a força na República Centro-Africana, Afeganistão e outras missões internacionais", disse.

 

No último contacto com o Exército, nesta legislatura, o primeiro-ministro agradeceu o esforço dos militares no combate e prevenção dos incêndios florestais.

 

Presente na cerimónia, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, assinalou o "longo processo há muito esperado" para a aquisição de uma nova arma.

 

A nova arma é "mais capaz e mais adequada" e vem contribuir para a "modernização do Exército", para a "adequação das Forças Armadas às novas missões", dando "resposta aos contextos operacionais para onde são destacadas", sustentou.

 

No quadro da execução da nova Lei de Programação Militar, estão previstos mais de 4,7 mil milhões de euros para vários programas de aquisição de equipamento militar, como aeronaves de transporte tático e estratégico, o reforço da capacidade de patrulhamento marítimo e a aquisição de equipamento individual dos militares.

 




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