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PSD quer explicações para saída do diretor do Hospital das Forças Armadas

Os social-democratas questionam o Governo sobre os motivos para a exoneração “num momento em que o país está em estado de emergência” e os polos de Lisboa e do Porto dão apoio ao SNS no combate à covid-19.

Almirante Silva Ribeiro, Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas. João Cortesão
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 23 de Março de 2020 às 11:34
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No cargo há menos de seis meses e quando lhe faltavam cumprir mais três anos de comissão de serviço, o Brigadeiro-General Fazenda Branco foi exonerado da direção do Hospital das Forças Armadas. Uma decisão "repentina e inesperada" para o PSD, que já pediu explicações ao Executivo.

 

Os social-democratas querem saber se o Governo teve "conhecimento antecipado desta decisão" do almirante Silva Ribeiro, Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, e se concorda com a demissão. E indaga sobre os "motivos [que] justificam a exoneração num momento em que o país está em estado de emergência".

 

Estas questões foram colocadas por 13 deputados do PSD ao ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, insistindo que esta exoneração "acontece num momento deveras difícil para o país devido ao surto da covid-19 e pouco tempo depois de ter sido declarado o estado de emergência em Portugal".

 

"Sabendo nós que os polos de Lisboa e do Porto do Hospital das Forças Armadas estão na linha de apoio ao sistema nacional de saúde no combate à covid-19, mais difícil se torna compreender uma decisão que em nada contribui para a estabilidade desta instituição", lê-se ainda neste documento enviado pelo grupo parlamentar laranja.

 

Segundo noticiou o DN, com base em fontes militares que acompanharam o caso, o afastamento deste dirigente não estará relacionado com a pandemia do novo coronavírus nem com o estado de emergência decretado, tratando-se "simplesmente de uma situação de inadaptação ao cargo". Silva Ribeiro já deu entretanto posse ao substituto: Rui Sousa, coronel tirocinado do Exército.

Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas no início de março frisava que o Hospital das Forças Armadas está a ser utilizado abaixo das capacidades, sobretudo na prestação de cuidados de saúde a utentes do SNS, e recomendava a revisão do modelo de gestão. A estrutura hospitalar atende os militares, familiares e deficientes militares, que representaram em 2018 mais de 72% da faturação.

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