Mundo  Marcelo abriu o Palácio de Belém e passou a tarde no meio do povo

Marcelo abriu o Palácio de Belém e passou a tarde no meio do povo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, abriu hoje os jardins e algumas salas do Palácio de Belém ao público, onde passou a tarde deste 25 de Abril, no meio do povo.
 Marcelo abriu o Palácio de Belém e passou a tarde no meio do povo
Bruno Simão/Negócios
Lusa 25 de abril de 2017 às 18:31

Marcelo Rebelo de Sousa esteve a maior parte do tempo na varanda do palácio, onde conviveu e tirou fotografias com centenas de pessoas - "entre 600 e 700" nas suas contas - desde o meio-dia até perto das cinco da tarde, com dois intervalos para cerimónias de condecorações.

 

"Parece que agora é que tomámos conta da liberdade", comentou um homem, enquanto observava o chefe de Estado, descontraído, a posar continuamente para infindáveis fotos, praticamente sem segurança em seu redor.

 

"Isto era impossível há 40 anos", observou de seguida uma mulher.

 

As pessoas que queriam cumprimentar o Presidente da República aguardavam a sua vez, em fila, sem pressa, ordeiramente. Outras passeavam pelas salas contíguas à varanda, que hoje estiveram abertas ao público.

 

E outras entretinham-se a observar, como um homem, que exclamou: "Isto é muito giro de ver".

 

O Presidente da República saudava os mais jovens com apertos de mão vigorosos, sugeria fotos com "tudo a dizer banana" e dava indicações aos fotógrafos: "Tem de ser mais à distância".

 

A meio da tarde, perguntou as horas, preocupado com a recepção ao Corpo Diplomático, marcada para as 17:30 no Palácio de Queluz: "Quatro e meia? Temos tempo".

 

Durante este convívio, Marcelo Rebelo de Sousa ouviu vários elogios, e parece ter mudado a opinião de alguns cidadãos: "Agora convenceu-me, a postura dele. Não tenho andado muito convencida", afirmou baixinho uma mulher.

 

O chefe de Estado recebeu "muitos parabéns pelo seu mandato impecável", e ouviu palavras de apoio a "tudo o que fez", ou a "99,9%". Tirou fotos com portugueses que vieram "directamente do Entroncamento para o conhecer pessoalmente", e também de países estrangeiros, como a Finlândia.

 

Quando alguém não tinha nenhuma forma de fotografar, Marcelo Rebelo de Sousa chamava um dos fotógrafos oficiais, que depois anotavam o e-mail ou a morada postal para o envio da foto: "Espere um bocadinho a ver se vem um fotógrafo".

 

Neste 43.º aniversário da Revolução dos Cravos, os jardins do Palácio de Belém e o Museu da Presidência da República estiveram abertos entre as 10:00 e as 18:00, com a última entrada às 17:00.

 

Quem visitou o palácio pôde entrar pela porta principal e subir a respectiva escadaria, até à Sala das Bicas, e passear também na Sala Dourada, na Sala Império e na Sala de Jantar, na varanda e nos jardins do Buxo e da Cascata.

 




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