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100 anos após a libertação de Salónica, Samaras envia mensagem de unidade aos gregos

"Dentro de alguns anos, a Grécia será um lugar muito melhor, desde que continuemos unidos e determinados. Isso depende de nós", disse o primeiro-ministro da Grécia.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Outubro de 2012 às 13:39
Há 100 anos, depois de uma guerra nos Balcãs, a cidade de Salónica foi libertada da ocupação otomana. Passou para o domínio grego.

Há 72 anos, a 28 de Outubro de 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, os gregos ou deixavam as forças italianas entrarem no território grego ou havia guerra. Houve a guerra. Os helénicos disseram não (ochi). O primeiro-ministro Ioannis Metaxas rejeitou o ultimato do ditador italiano Benito Mussolini.

Começaram hoje, sexta-feira, as comemorações destes dois acontecimentos históricos daquele que é o país fundador da democracia. O primeiro-ministro aproveitou o momento para enviar uma mensagem de unidade "em todas as direcções".

"A Grécia não vai renunciar à sua liberdade", disse Samaras, num momento que a Grécia vive há cinco anos em recessão económica e espera agora, 2013, o sexto ano consecutivo de destruição da riqueza do país. O país está, neste momento, a ser financiado por entidades externas, segundo um plano de ajustamento dirigido pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu.

"O patriotismo não é uma bandeira de conveniência, é uma virtude", declarou o primeiro-ministro, aproveitando também para, implicitamente, criticar o partido de ultra-direita Aurora Dourada, que, depois das eleições de Junho, está representado no parlamento helénico.

Os gregos precisam de olhar em frente, de se unirem, defendeu o primeiro-ministro. "[Só assim], nos vamos livrar das amarras do subdesenvolvimento e da dívida excessiva, que nos têm conduzido à humilhação", continuou o responsável helénico, segundo o jornal grego "Kathimerini".

"O único inimigo que nos pode derrotar é a divisão", discursou também o líder do governo grego, segundo a agência grega Ana.

Para Samaras, os gregos já provaram muita coisa. Ainda falta provar muita coisa. "Dentro de alguns anos, a Grécia será um lugar muito melhor, desde que continuemos unidos e determinados e isso depende de nós", concluiu.
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