Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

12 pontos positivos de 2017 segundo o JPMorgan

Miguel Luzárraga, Director Executivo e Executivo Sénior de Vendas da JPMorgan Asset Management, analisa os 12 pontos positivos dos mercados e da economia em 2017.

Negócios jng@negocios.pt 30 de Dezembro de 2017 às 10:45
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Em 2017, a economia mundial começou finalmente a deixar para trás os fantasmas da crise financeira. Estamos atentos à maturidade da economia dos EUA, mas cremos que a atual conjuntura, caracterizada por forte crescimento global, contenção da inflação e normalização gradual dos bancos centrais, justifica uma tendência pró-risco nas nossas carteiras, à medida que nos aproximamos de 2018. Chegados praticamente ao fim de um período de 12 meses extremamente favorável aos mercados de activos, destacamos 12 pontos positivos sobre o que ocorreu em 2017.

12 meses em terreno positivo

12 meses em terreno positivo
Embora o ano ainda não tenha terminado, o mercado de acções norte-americano registou 12 meses consecutivos de retorno total positivo mês a mês. De acordo com dados da Bloomberg e do professor Robert Shiller da Universidade de Yale, a última vez que assistimos a 12 meses consecutivos de retornos de acções positivos num único ano civil foi em 1958.

A evolução da massa salarial non-farm (ou seja, excluindo sector primário, auto-emprego, emprego familiar, forças armadas e serviços de informações) entre Janeiro e Novembro de 2017 mostra ter havido criação de postos de trabalho todos os meses. O mês mais fraco foi Setembro, na sequência do furacão Maria, mas mesmo assim, o crescimento do emprego registado manteve-se em terreno positivo. O mercado de trabalho dos EUA continua de boa saúde, e prevê-se que esta tendência se mantenha em 2018.

10 regiões em crescimento

10 regiões em crescimento
Existem vários métodos de classificação por região, um dos quais divide o mundo em 10 regiões económicas: África, Ásia, América do Norte, América do Sul, América Central, União Europeia, Europa de Leste e outros países europeus não pertencentes à UE, Médio Oriente, Caraíbas e Oceânia. Em 2017, todas estas regiões experimentaram um crescimento económico positivo, tendo a Ásia apresentando o crescimento mais forte (4,9%) e a América do Sul o mais fraco (0,5%), com base nas estimativas do FMI para 2017.

9 aumentos das taxas dos bancos centrais

9 aumentos das taxas dos bancos centrais
A política monetária a nível mundial continua particularmente branda, mas neste momento tende para o aumento global das taxas, ou retirada do estímulo de emergência. Importa realçar que se trata de um longo processo, mas em 2017 nove dos principais bancos centrais subiram as taxas de juro: EUA, Canadá, México, Argentina, Reino Unido, República Checa, China, Turquia e Coreia do Sul. No próximo ano, é provável que outros lhes sigam o exemplo, na esteira de uma política restritiva gradual.

8 reduções de défices

8 reduções de défices
Uma das principais características da inversão do caminho que estava a ser seguido pelos mercados emergentes foi a redução dos défices de conta corrente de alguns países mais frágeis. No seu World Economic Outlook de outubro de 2017, o FMI indicou que espera melhorias nos saldos das contas correntes do Brasil, Colômbia, México, Peru, Cazaquistão, África do Sul, Ucrânia e Indonésia. Estamos com sobreponderação de acções dos mercados emergentes nas nossas carteiras de activos múltiplos e acreditamos que tanto a desvalorização do dólar como a melhoria dos dados macroeconómicos a nível interno serão os principais pilares dos retornos dos mercados emergentes em 2018.

Na China teve recentemente lugar o seu 19º Congresso Nacional do Povo, no decorrer do qual Xi Jinping foi novamente eleito presidente chinês, com mais um mandato de cinco anos. O Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista chinês, constituído por sete membros, prometeu a prossecução da reforma económica e um crescimento mais justo e igualitário por parte da China. Prevemos que a China venha a ultrapassar os EUA como a maior economia do mundo no final dos anos 2020, mas a liberalização harmoniosa dos mercados financeiros continua a ser um grande desafio para este país.

6 conflitos civis

6 conflitos civis
De acordo com o Conselho de Relações Externas, existem conflitos civis em curso na Líbia, Sudão do Sul, Iémen, Afeganistão, Síria e Iraque, os quais, mesmo que possam não suscitar o mesmo tipo de “preocupações geopolíticas” que a Coreia do Norte, tendem a coincidir com o fracasso económico que pode marcar cada um destes países e a região por um período prolongado.

5 acções FAANG

5 acções FAANG
Os gigantes tecnológicos dos EUA (Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google) foram responsáveis por uma subida do Nasdaq até 29% em 2017, até ao momento, e o retorno dos FAANG cifrou-se em mais de 50%, em termos médios. Na nossa opinião, não se trata de uma mera recorrência da bolha dot-com verificada no final da década de 1990. Ao contrário dessa experiência — durante a qual os analistas imaginaram novas formas de valorizar empresas que não passavam de ideias — as empresas que lideram actualmente o sector são reais e apresentam fluxos de caixa tangíveis. Estamos em crer que a inovação tecnológica é um tema estrutural que poderá acrescentar 1% -1,5% ao crescimento potencial do PIB mundial nos próximos 10-15 anos.

4 taxas abaixo de zero

4 taxas abaixo de zero
As taxas de juro oficiais dos bancos centrais da Suíça, Dinamarca, Suécia e Japão são actualmente negativas, situando-se em -0 .75%, -0.65%, -0.50% e -0.10%, respectivamente. A Zona Euro tem uma taxa de depósito negativa, mas a taxa de refinanciamento principal é de 0%. Já que o alegado “limiar zero” foi quebrado, esperamos que os estrategas políticos voltem a recorrer a taxas negativas no futuro. No entanto, estas constituem uma “ferramenta de emergência”, devido aos problemas que criam à banca, como o Banco Central Europeu (BCE) constatou com sua taxa de juro de -0,4% sobre o excesso de reservas.

3 tendências francesas

3 tendências francesas

2 posturas favoráveis à continuidade das taxas na Reserva Federal

2 posturas favoráveis à continuidade das taxas na Reserva Federal
Em Novembro, Jay Powell foi eleito presidente da Reserva Federal, sucedendo a Janet Yellen no cargo. Powell é visto como um candidato de continuidade, e esperamos que se mostre relutante em subir as taxas de juro, tal como Yellen nos habituara. Após a sua nomeação, o impacto da subida das taxas nas cotações dos mercados aumentou ligeiramente, mas esta tendência deveu-se sobretudo à melhoria dos indicadores, e não a receios de uma atitude política mais favorável ao aumento das taxas. Na nossa opinião, os antecedentes de Powell a nível dos mercados financeiros levam-nos a prever que privilegiará a estabilidade financeira durante os primeiros dias da sua presidência e que os aumentos das taxas não deverão ser de grande monta.

1 economia sincronizada

1 economia sincronizada
Ao que tudo indica, vamos registar um ano em que as principais economias se livraram de problemas e que se traduz no melhor período de crescimento de lucros desde 2011, tendência que deverá continuar em 2018. Reconhecemos que a expansão, neste momento, se encontra numa fase de bastante maturidade, mas a conjuntura em termos políticos e de inflação indica que o crescimento ainda nos poderá surpreender com a sua persistência, o que, na nossa opinião, justifica a manutenção de uma tendência pró-risco nas carteiras para o Ano Novo.
Ver comentários
Saber mais JPMorgan Miguel Luzárraga
Mais lidas
Outras Notícias