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Juncker assegura que Portugal também beneficiará de novas regras de ajuda à Grécia

O presidente do Eurogrupo garantiu hoje de madrugada, em Bruxelas, que as novas regras acordadas para o empréstimo à Grécia serão também aplicadas a Portugal e Irlanda, os outros países sob assistência financeira.

Lusa 27 de Novembro de 2012 às 01:38
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Falando à saída de uma reunião na qual os ministros das Finanças da zona euro decidiram prolongar o prazo de maturidade dos empréstimos do FEEF à Grécia em 15 anos, Jean-Claude Juncker, ao ser questionado por jornalistas portugueses sobre se Portugal pode esperar idêntico tratamento, asseverou que se empenhará pessoalmente em que tal aconteça, como fora acordado anteriormente.

"Tomámos a decisão há meses, ou mesmo há mais de um ano, que temos que aplicar as mesmas regras aos outros países sob programa, e iremos abordar isso na próxima reunião. Se há alguém nesta sala que é amigo de Portugal e da Irlanda, que fazem parte dos meus países preferidos na Europa, por razões óbvias, sentimentais e pessoais, sou eu. Portanto, o assunto será tratado de forma a que nem Portugal nem Irlanda fiquem insatisfeitos", disse.

As medidas idênticas de Portugal poderá vir a beneficiar são então uma extensão das maturidades dos empréstimos e uma redução das comissões pagas pelos empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (à Grécia foi concedida uma redução de 10 pontos base), pois as outras medidas acordadas no Eurogrupo para Atenas referem-se a juros de empréstimos bilaterais (de que Portugal não beneficia) e redução da dívida.

O Eurogrupo decidiu ainda que Portugal e a Irlanda não vão participar na redução das taxas de juro cobradas nos empréstimos à Grécia enquanto estiverem a receber assistência financeira.

Se há alguém nesta sala que é amigo de Portugal e da Irlanda, que fazem parte dos meus países preferidos na Europa, por razões óbvias, sentimentais e pessoais, sou eu
 
Juncker


O acordo sobre a Grécia inclui uma "descida de 100 pontos base da taxa de juro imposta à Grécia nos empréstimos concedidos" bilateralmente.

O acordo estipula ainda que os Estados-membros sob programa, ou seja, Portugal e a Irlanda, "não vão participar nos cortes das taxas de juro enquanto estiverem a receber assistência financeira".

Portugal esteve representado na longa reunião do Eurogrupo - de cerca de 13 horas - pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que não prestou declarações aos jornalistas.

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