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Seguro: Não conheço nenhum país que tenha saído de qualquer crise empobrecendo

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje não conhecer qualquer país no mundo que "fosse capaz de sair da crise empobrecendo" e defendeu que, para o país criar riqueza, os empresários devem ter mais apoio.

Lusa 24 de Novembro de 2012 às 20:25
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"Não conheço nenhum país no mundo que fosse capaz de sair de qualquer crise empobrecendo" ou que "conseguisse resolver os seus problemas tendo 40% dos seus jovens desempregados" e "dizendo à geração mais qualificada que o caminho é a emigração", argumentou António José Seguro.

Pelo contrário, "só criando riqueza" é que as pessoas "podem pagar ou gerir as suas dívidas, reduzir o défice" e "criar postos de trabalho", disse Seguro em Vila Viçosa, no distrito de Évora, no encerramento de um fórum subordinado ao tema "O Interior do país e a Vida das pessoas: os jovens empreendedores".

Antes desta cerimónia, em que escutou os relatos de três jovens alentejanos que se formaram e optaram por viver e trabalhar na região, o secretário-geral PS visitou uma pedreira de extracção de mármore no mesmo concelho, em que ouviu queixas dos empresários do sector.

E, dirigindo críticas ao caminho seguido pelo Governo, o líder socialista defendeu que a prioridade tem que ser dada ao crescimento económico e à economia.

"Desde que assumi a liderança do PS que disse que tinha consciência da situação em que o País está, que o caminho era estreito, mas que era um disparate seguir pela ‘política da austeridade custe o que custar'", lembrou.

O País, continuou, precisa de "soluções concretas", nomeadamente de apoio os empresários, tanto dos mármores, devido ao aumento dos custos energéticos e às dificuldades de acesso ao crédito, como dos outros sectores da economia nacional.

E, no caso dos mármores, Seguro deixou uma proposta "em cima da mesa", dirigida à banca, para que garanta o financiamento de "encomendas firmes".

"Quando um empresário tem uma encomenda firme, que sabe que vai ter que entregar passados três meses e receber passados seis, porque é que o banco não o há-de financiar directamente, sabendo que vai recuperar esse dinheiro ao fim desses seis meses", questionou, em jeito de desafio.

Os bancos, sublinhou, "vão financiar-se ao Banco Central Europeu (BCE) a 1%, mas, depois, esse dinheiro não chega à economia. Deixo aqui esta ideia e um apelo: Que uma parte do dinheiro chegue à economia".

Os empresários portugueses, frisou, "não querem subsídios". O que querem é "continuar a trabalhar" e, para tal, "precisam é de acesso ao crédito, de financiamento da sua actividade".

"O que dói é que os empresários têm clientes e podem produzir, aumentar a riqueza nacional, manter emprego, mas têm dificuldades de financiamento. Ora, se houver esse financiamento, isso significa que é bom para a economia e é bom para o País".
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