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O euro desvalorizava pelo terceiro dia consecutivo depois de responsáveis pela Reserva Federal (Fed) dos EUA terem assinalado que vão voltar a subir os juros na reunião de Junho.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 07 de Junho de 2006 às 16:30
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O euro desvalorizava pelo terceiro dia consecutivo depois de responsáveis pela Reserva Federal (Fed) dos EUA terem assinalado que vão voltar a subir os juros na reunião de Junho.

A moeda única europeia [eur] perdia 0,39% para os 1,2782 dólares, registando a terceira queda consecutiva, o que representa a maior série de perdas contra a moeda norte-americana desde Março.

A descida do euro está relacionada com as declarações do presidente da Fed, Ben Bernanke, que referiu que ainda existem riscos inflacionistas o que sugere que a autoridade monetária dos EUA deve voltar a subir os juros na reunião de Junho para conter a inflação.

Actualmente a Zona Euro conta com uma taxa de juro de 2,5%, prevendo-se que amanhã o Banco Central Europeu (BCE) anuncie um aumento de 25 pontos base para os 2,75%.

Nos Estados Unidos a taxa praticada está situada nos 5%, e após as declarações de Ben Bernanke, a generalidade dos economistas apontam para que a Fed proceda a um novo aumento dos juros em Junho para os 5,25%.

É o diferencial de juros existente entre os dois lados do Atlântico que está a pressionar a moeda única europeia, que no ano passado desvalorizou pela primeira vez em quatro anos frente ao dólar, precisamente devido a este diferencial.

A negociação cambial é afectada pelas decisões referentes às taxas de juro, uma vez que quanto maior forem os juros praticados maior será o retorno dos investimento denominados em determinada moeda.

O facto dos Estados Unidos estarem a evidenciar novas subidas de juro faz com que o mercado preveja que o diferencial de juros entre os dois lados do Atlântico não se reduza tão cedo, o que está a aliviar os ganhos do euro frente ao dólar, que desde o início deste ano acumula uma subida próxima de 8%.

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