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FMI congratula-se com redução dos juros cobrados à Grécia e com extensão das maturidades

Christine Lagarde elogiou os esforços do governo helénico na prossecução da sua agenda de reforma orçamental e estrutural.

FMI congratula-se com redução dos juros cobrados à Grécia e com extensão das maturidades
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 27 de Novembro de 2012 às 00:36
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A directora-geral do Fundo Monetário Internacional acolheu com agrado as medidas acordadas na reunião do Eurogrupo para a Grécia, como a redução dos juros dos empréstimos e a extensão das maturidades, e considera que ajudarão o rácio da dívida grega a regressar a uma via sustentável, bem como a um gradual retorno ao mercado de financiamento.

“Congratulo-me com as iniciativas acordadas hoje pelo Eurogrupo, destinadas a dar um apoio adicional ao programa de reforma económica da Grécia e a dar um substancial contributo para a sustentabilidade da sua dívida”, disse Christine Lagarde em comunicado, acrescentando que esta decisão assenta nos “significativos esforços do governo grego” no sentido de levar a cabo a sua agenda de reforma orçamental e estrutural.

Lagarde explica, no documento, que “as iniciativas incluem a recompra de dívida grega, o retorno dos lucros do programa de compra de títulos de dívida pública e privada da área do euro (SMP) para a Grécia, a redução das taxas de juro no âmbito do mecanismo de concessão de crédito à Grécia, uma significativa extensão das maturidades desse mesmo mecanismo e do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), bem como o adiamento do pagamento de juros ao FEEF”.

“No seu conjunto, estas medidas ajudarão a que o rácio da dívida grega retome a via sustentável e facilitarão um retorno gradual ao mercado de financiamento. Espera-se que o rácio da dívida desça para 124% do PIB em 2020, através de medidas de redução significativa da dívida em 20% do PIB”, acrescenta.

Além disso, “congratulo-me com o compromisso dos parceiros europeus no sentido de reduzirem a dívida grega para um nível substancialmente abaixo de 110% do PIB até 2022, na condição de a Grécia implementar integralmente o seu programa” [de ajuste]. “Isto representa uma enorme redução do endividamento da Grécia face à sua actual trajectória da dívida”, disse ainda Lagarde no comunicado.

Esta redução dos juros pagos pela Grécia poderá abrir caminho para que o mesmo aconteça com outros países intervencionados, como é o caso de Portugal. Isso já aconteceu noutras concessões que têm sido feitas no âmbito dos termos da ajuda externa.



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