Economia Portas é o líder mais penalizado pela crise política

Portas é o líder mais penalizado pela crise política

Nota atribuída a Passos Coelho continua negativa mas supera pela primeira vez a de Paulo Portas. CDS cai nas intenções de voto
Portas é o líder mais penalizado pela crise política
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 14 de julho de 2013 às 20:48

Paulo Portas foi o líder que mais perdeu com a crise política no último mês. Os resultados do barómetro da Aximage para o Correio da Manhã, realizado entre segunda e quinta-feira da semana passada, revela que, numa escala de zero a vinte, avaliação feita a Paulo Portas passou de 8,8 em Junho para 4,7 em Julho.

 

A crise política também afectou a imagem de Portas enquanto ministro, que é a que regista a maior queda.

 

A avaliar por alguns destes indicadores, Pedro Passos Coelho, pelo contrário, continua em terreno negativo, mas parece ter recuperado popularidade. A média passou de 3,9 para 5,5 ultrapassando Paulo Portas pela primeira vez desde, pelo menos, há um ano.

 

Em Julho, o PSD recuperou nas intenções de voto (quase cinco pontos percentuais, para 28%), enquanto o CDS caiu (3,6 pontos percentuais, para 5,8%). O PS tem uma percentagem mais alta de intenções de voto (que subiu 2,2 pontos, para 37,4%).

 

Ao longo do último mês, tanto a CDU como o Bloco de Esquerda registam quebras nas intenções de voto, para 10,5% e 6,7%, respectivamente.

 

O trabalho de campo para este barómetro, que se baseia numa amostrar de 603 entrevistas, foi feito entre os dias 8, segunda-feira, já depois da apresentação da nova composição do Governo (que teria Paulo Portas como vice-primeiro-ministro) e o dias 11, quinta-feira, já depois da declaração do Presidente da República, Cavaco Silva, ao País.

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

 

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 603 entrevistas efectivas: 279 a homens e 324 a mulheres; 135 no interior, 254 no litoral norte e 214 no litoral centro sul; 157 em aldeias, 213 em vilas e 233 em cidades.                      A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 8 a 11 de Julho de 2013, com uma taxa de resposta de 82,9%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 603 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

 

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 

 

 

 

 

 

 




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