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Passos: Ajustamento privado “foi muito mais veemente, rápido e profundo” do que o ajustamento do Estado

Primeiro-ministro reconhece que o sector privado reagiu às novas condições do mercado e que o Estado tem “dificuldade” em acompanhar.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 09 de Outubro de 2013 às 12:44
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Pedro Passos Coelho admitiu, esta quarta-feira, que o sector privado fez um ajustamento mais rápido e profundo do que o Estado.

 

“Quando olhamos para o processo de ajustamento do próprio Estado e o comparamos com o ajustamento privado temos a consciência clara que o ajustamento do lado privado foi muito mais veemente, rápido e profundo do que na área pública”, afirmou o primeiro-ministro durante a Convenção Empresarial promovida pela AIP.

 

No entanto, acrescentou, nem sempre essa percepção é “devidamente apreendida” por toda a gente que intervém no debate público. “O nível de redução que foi efectuado pelas políticas públicas compara mal com a contracção que foi feita no sector privado”, reforçou.

 

“Quando discutimos a dimensão de ambos os ajustamentos é preciso notar que há um País mais resiliente que vive em torno do Estado e outro que ajusta mais pragmaticamente do lado da economia privada”, disse Passos Coelho perante uma plateia de cerca de 1.500 empresários.

 

O primeiro-ministro explicou que, no sector privado, as empresas agiram “de acordo com as condições”, procuraram viabilizar a sua existência e conservar o emprego, congelando e reduzindo os salários e procurando a adaptar-se às novas condições do mercado. Por seu turno, reconheceu Passos Coelho, “o Estado tem mais dificuldade em acompanhar”. 

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